Textos categorizados 'São Paulo'

Etna

Eu sempre adorei decoração. Sempre, desde criança. Minha mãe comprava revistas e eu ficava folheando, vendo aquele monte de casa diferentes, lindas. E, de vez em quando, a gente ia ao Lar Center, em São Paulo, olhar a Tok & Stok. Só olhar, porque ela era muito cara pros nossos padrões. E era tudo tão lindo…

Já no Rio, meu primeiro salário (de estagiária ainda) eu usei pra comprar uma cama de casal estilo japa, da Tok & Stok. Ela era linda, cara, mas necessária no meu apartamentinho pequeno e charmoso na Glória. Mas foi só isso que eu comprei durante um bom tempo.

Aí, há um pouco mais de um ano, minha irmã me contou de uma outra loja – a Etna -, no mesmo estilo (móveis e objetos estilosos, de design funcionais  e “simples”) que tinha aberto em São Paulo. E melhor, mais barata.

Obviamente eu e meu marido gastamos uma grana lá já que estávamos justamente montando nosso apartamento. Mas não deu pra comprar muita coisa já que a loja ficava em São Paulo e nós, no Rio.

etna

Mas… não é que abriu – não faz muito tempo – na Av. Ayrton Senna, na Barra, uma loja enorme e linda da Etna? São móveis, tapeçaria, cama-mesa-e-banho, utensílios, iluminação, objetos de decoração… tudo pra quem gosta de uma casa de revista!

Vale a pena dar um pulo lá (mas cuidado com as tentações)!

(e uma dica: se você for na hora do almoço, eles têm um restaurante ótimo – e barato)

"Toque-me, Sou Teu"

Existem algumas idéias que, depois que a gente fica sabendo, pensa “como-é-que-nunca-ninguém-tinha-pensado-nisso-antes?”. E essa é uma delas.

O artista Luke Jerram, da Inglaterra, teve a brilhante idéia de espalhar pianos pelas ruas, adesivados com o convite: “Toque-me, Sou Teu”. A idéia, colocada em prática em diversas cidades do mundo, veio ao Brasil através da Mostra Sesc de Artes 2008, com 8 pianos instalados pelas ruas da cidade de São Paulo.

O resultado não poderia ser melhor. As pessoas param para ver, conhecer, matar a saudade, tocar um pouquinho, se destrair e acabam fazendo amigos, se emocionando, acalmando do stress do trabalho, descobrindo uma nova paixão. Juntam-se velhos, crianças, empresários, moradores de rua, leigos, profissionais e todos cuidam dele pra que ninguém vandalize, pra que não tome chuva, pra que não estrague, pra que todos possam participar. Como é que nunca ninguém tinha pensado nisso antes?

A “instalação” de Jerram fica só até dia 18 de outubro, mas já rola uma manifestação popular para que “Deixem o Piano!”. E com razão. Não tem como não se emocionar no site do projeto, vendo as fotos, os vídeos, lendo os depoimentos. Não existe motivo pra que isso não vire uma (linda) rotina da cidade. E, que bonito seria, se a Prefeitura adotasse a idéia e espalhasse outros pianos, por tantos outros bairros. E que outras Prefeituras, de todo o Brasil, percebessem o quão brilhante e estimulante cultural e socialmente isso pode ser, e adotassem a idéia, comprando pianos e os espalhando por aí, nas ruas, ao alcance de todos. Quanto custa um piano pra uma Prefeitura diante do bem que ele trás pra população? Quase nada.

E não sai da minha cabeça: como é que nunca ninguém tinha pensado nisso antes? Deixem (mais) pianos!

Piano na Santa Cecilia - Por Felipe

(Acima, num dia à noite, pessoas se divertem com o piano no Largo de Santa Cecília. Foto do Felipe, retirada dos comentários do site do projeto)


Quem?

Elisa Colepicolo, ou Lili, é blogueira desde 2003, faz de tudo um pouco mas dificilmente o que não gosta. Chegada em arte, cultura inútil e viagens. Casada, entusiasta e feliz.

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