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Uma maratona olímpica

E então ontem, 2 de outubo, o Rio de Janeiro ganhou o direito de seriar os jogos olímpicos de 2016. Claro que o carioca comemorou. Mas também viu com muitas dúvidas a tal empreitada.

rio.span.600.1 (comemoração na praia de Copa – fonte: The New York Times)

Era sexta-feira, a praia de Copa estava fechada desde a manhã, o dia era ponto facultativo no serviço público e isso tudo misturado deu um nó na cidade. O trânsito estava péssimo o tempo inteiro, pra qualquer lado, independente do horário. E isso só por causa de uma festa – que ainda tinha a possibilidade de miar – bem num dia útil.

Aí que o carioca se pergunta: e como é que a gente vai conseguir receber um monte de gente e eventos simultâneos num Rio assim?

Assim, não vai. É por isso que, ou esse projeto que criaram para a cidade sediar os jogos muda tudo por aqui ou 2016 vai ser um caos.

rio2016_02_1707Conheço muito carioca preocupado com isso. Diz “mas tem tanta coisa mais importante pra fazer pelo Rio do que um monte de intalação esportiva!…”. E tem mesmo. E pelo que soube o projeto aposta nisso: cerca de 40% dos investimentos vão pro transporte, a polícia vai ser mais do que reforçada, e uma reforma completa no funcionamento da cidade está a caminho. O que significa que, assim como Barcelona antes dos jogos de 1992, o Rio vai se tornar um imenso e caótico canteiro de obras até 2016. Vai ser chato, estressante, mas acho que é igual xarope amargo – ruim na hora pra ficar bom depois. E esse é o maior desafio dos governos, na verdade: fazer o Rio ganhar com isso mais do que os tais equipamentos esportivos – ganhar um “depois”.

A educação do povo, acho mais do que provável, que mude. Vai se falar mais em esporte com as crianças. E com isso, elas vão praticar mais, aprender a socializar e ter responsabilidade. Vão sonhar em participar dessa festa. E se o governo incorporar isso nas escolas, melhor ainda.

Ainda tem a violência, claro. Mas te digo que, apesar da fama, o Rio não é mais violenta do que São Paulo ou outras grandes cidades brasileiras. Eu, por exemplo, morei 17 anos em Sampa e fui assaltada 5 vezes, fui até refém com arma na cabeça, enquanto aqui no Rio, já completando 10 anos, nunca me aconteceu nada. Pode ser sorte, mas a questão é que a violência desenfreada de hoje é mais do que um problema carioca – é um problema nacional. Vamos torcer pra que esse projeto de olimpíadas faça algo pela nossa parcela do problema e – por que não? – por outras parcelas também.

Se vai ser bom ou ruim, se estamos sonhando alto demais ou se a gente vai tomar o maior tombo nessa história, a gente tem sete anos pra descobrir. Só sei que eu, da minha parte, vou colaborar com o que pedirem pra que dê certo. Afinal, se é pra melhorar, sete anos passam voando!

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(PS: Não dá pra deixar de comentar a gaiatice (como diria Ancelmo Góis) do nosso povo, né? Claro que não iam deixar passar uma piada dessas! rs…)

***

ATUALIZAÇÃO (04 de outubro de 2009):

Pra quem ficou curioso/interessado, O Globo publicou a lista de promessas para as Olimpíadas. Tá aqui ó.

Se tudo acontecer mesmo o Rio vai ficar uma cidade massa! ;)

Review: Depilador Satinelle Massage Premium Philips

Julho foi o mês do meu aniversário, então resolvi me dar de presente algo que juntasse o útil ao agradável (?), ou a fome com a vontade de comer: um depilador elétrico.

A idéia veio ao me dar conta que a prestação de um aparelho desses é exatamente o preço de uma sessão de depilação com cera,  só que só por 12 meses (no Ponto Frio por 12x de 23 reais).

Então, depois de uma grande pesquisa de marcas, modelos, funcionalidades e atrativos, me decidi pelo Satinelle Massage Premium, da Philips (um dos motivos foi ter 90 dias para testar o aparelho com a garantia de ter meu dinheiro de volta caso não me adaptasse ao novo sistema).

Pois vamos lá!

VisualSatinelle Premium Frente

O aparelho é – em comparação com outros, claro – de tamanho médio, leve, anatômico, bem apresentado – com uns desenhos florais que não chamam tanta atenção mas que dão um charme. A necessaire que vem com ele é linda e por ser de um tecido metálico ajuda mesmo a proteger o aparelho (coisa, aliás, que a caixa não faz: pedi o meu pela internet e a caixa chegou aqui em casa toda amarrotada, fiquei morrendo de medo de ter danificado o aparelho). Vem também com uma luva esfoliante bonitinha (a minha veio verde, não sei se existem outras cores)  e bem útil e uma cabeça redutora branca.

Satinelle Premium lateralSatinelle Premium VersoSatinelle Premium desmontado

Recursos

O aparelho tem duas velocidades e seu uso vai depender, na verdade, do grau de sensibilidade à dor de quem está usando. O manual aconselha o uso da velocidade 1 para áreas mais sensíveis (junto com a capa redutora) e a velocidade 2 para as outras áreas. Aliás, a capa redutora nada mais é do que uma espécie de capa intermediária entre as pinças e a sua pele, que diminui a área de contato e o fabricante recomenda o uso na depilação de virilha e axilas.

Ele pode ser usado com ou sem fio. Para o uso com fio, basta colocá-lo na tomada na hora do uso. Para o uso sem fio é preciso carregá-lo por 16 horas (!) antes de usá-lo e ele terá autonomia de 20 minutos. Parece pouco mas não é. Em 20 minutos é possível fazer a depilação com cuidado e detalhismo numa boa. (Só não pode esquecer o aparelho por mais de 24 horas carregando que estraga a bateria)

E ele vem com uma espécie de "pente" massageador com aloe vera para ajudar a reduzir o incômodo e a dor na hora da depilação.

Satinelle Premium - Cabeça depiladora Satinelle Premium - Entrada do cabo de força

Funcionalidade

Fiz uso do aparelho nas pernas e virílha (equivalentes no salão a meia perna e virilha cavada).

Para meia perna eu usei o aparelho com fio na velocidade 2. Como eu não fazia depilação com cera nas pernas há muito tempo senti um pouco mais de dor do que esperava. O contato do "pente" massageador com a pele realmente parece funcionar, então a posição do aparelho em relação á pele faz toda a diferença (aparelho a pouco menos de 90 graus, no sentido contrário do nascimento dos pêlos). Mas ainda assim não foi ruim e foi rápido. E o resultado foi muito bom.

Para virilha cavada eu usei o aparelho sem fio na velocidade 1. Confesso que estava com medo de começar, com medo da dor que poderia sentir, mas me surpreendi muito. Como eu já faço depilação com cera há mais de 10 anos não senti grandes incômodos. Aliás, a sensação (dor) não é muito diferente de uma pra outra. No início tentei usar a capa redutora mas não me adaptei muito bem, já que é uma região mais "cheia de curvas" e o acessório dificultava em vários momentos, mas ela deve ajudar muito quem não tem intimidade com depilações me geral. O mais difícil, na minha opinião, foi acompanhar o sentido de crescimento dos pêlos e manter a pele bem esticada (o que faz realmente doer bem menos). Mas em 20 minutos já tinha terminado, mesmo sem prática nenhuma, e o resultado ficou também muito bom.

Em ambos os casos eu precisei usar uma pinça para dar "acabamento". E usei um creme hidratante depois, já que a pele fica bem irritada, vermelha. Mas ainda assim Luva esfoliadorame pareceu que a pele fica menos irritada do que com as ceras (mais até do que a cera fria de mel, que já agride menos a pele do que a cera quente, e tem recuperação boa).

O uso da luva esfoliante ajuda mesmo a pele a se recuperar e não encravar pêlos. Ela é um pouco mais áspera que aquelas buchas naturais, de feira, então não é recomendado o uso imediatamente antes ou depois da depilação.

Limpeza

Após o uso a limpeza é bem fácil. Ele vem com um pincel para ajudar a remover os pêlos que ficam em baixo da cabeça depiladora e esta ainda pode ser retirada para ser lavada em água corrente. Tanto o desencaixe como o encaixe dela são super simples, tem apenas que retirar os acessórios antes de colocar em baixo da torneira (capa redutora e pente massageador). O fato de as pinças serem de cerâmica também facilitam a limpeza e evitam inflamações, já que não tem metal em contato com a pele.

Acessórios

Kit completo Satinelle Premium

A embalagem vem com:

- Aparelho com massageador de aloe e vera;

- Capa redutora;

- Necessaire de tecido metálico;

- Carregador;

- Pincel para limpeza;

- Luva esfoliante;

- Manual de instruções.

Conclusão

Estojo do Satinelle Premium

O aparelho é bem fácil de usar. A dor não é um bicho de sete cabeças – especialmente pra quem já faz uso da cera – com a vantagem da pele recuperar mais rápido e não manchar.

O acabamento não fica perfeito, mas quase.

A facilidade de poder se depilar em casa, na hora que for mais conveniente – sem ter que depender do horário comercial – é ótima, e ainda dá pra levá-lo em viagens e não passar sufoco.

E o custo-benefício é excelente já que, uma vez que o aparelho estiver pago o gasto com depilação acaba por definitivo.

Nota 9,5.

Motorola Q11 x Nokia E71

Já escrevi o review do Motorola Q11 que a Claro me deu de presente mês passado. Mas não contei que a Claro deu de presente pro meu marido o Nokia E71. Fiquei pensando e achei interessante postar um pequeno comparativo dos aparelhos (pequeno porque, apesar de eu ter lido todo o manual do E71 e configurado o bichinho, não sou eu quem o usa todos os dias).

Então lá vamos nós:

Visual

O Motorola Q11 é moderninho, emborrachado, mais leve e maior que o Nokia E71, que é mais formal, metalizado, vem com capa de couro forrada de feltro e possui uma tira de couro linda de segurança que vai na base do celular, e não no topo, e dá mais segurança pra ele não cair nem ser roubado enquanto você fala. O visor de ambos tem tamanhos parecidos, mas o do Q11 é um pouco maior pelo aparelho ser maior. A mesma coisa em relação ao teclado. A disposição das teclas numéricas no teclado do Q11 é mais intuitiva do que a do E71. A lente da câmera de ambos é bem pequena, e o E71 conta com um “mini-espelho” pra auxiliar em fotos auto-retrato. O slot para cartão do Q11 fica ao lado do cartão SIM (a bateria tem que sair para o cartão ser removido), já no E71 o slot fica na lateral do aparelho, o que facilita muito sua retirada e leitura de cartões alheios, como de câmeras digitais (para envio de fotos, por exemplo).

Recursos e Funcionalidades

O Motorola Q11 tem sistema operacional Windows Mobile 6.1 enquanto o Nokia E71 roda Symbian. Os menus do Q11 são mais intuitivos e práticos, mas o E71 é mais rápido no processamento das atividades. Os aplicativos do Q11 são padrão Windows, enquanto o E71 tem recursos específicos, mas é aberto para instalação de aplicativos alheios, como o MSN Messenger, por exemplo. Ambos possuem aplicativos funcionais como calculadora, agenda, conversor, alarme, etc, sendo que no Q11 essas funções ficam mais acessíveis.

O E71 não possui nenhum tipo de jogo e suas personalizações são bem restritas (não dá, por exemplo, pra alterar a cor da fonte da tela inicial onde fica o relógio, então só dá pra usar papéis de parede de cor clara). O Q11 vem com os jogos bubble braker e paciência, e tem uma personalização ampla, apesar de não ser possível reordenar os ícones do menu iniciar.

O E71 é um aparelho 3G, mas também funciona no sistema Edge, enquanto o Q11 funciona apenas no Edge. Ambos funcionam bem em Wi-fi e Bluetooth, sendo que o E71 possui também Infra-vermelho.

O menu da página principal do Q11 não pode ser alterado, enquanto no E71 você pode escolher os atalhos dos aplicativos que usa mais. O relógio e os aplicativos da página principal do Q11 ficam mais visíveis do que os do E71. Os aplicativos usados no Q11 ficam abertos esperando finalização pelo gerenciador de tarefas mas, mesmo se não finalizado, uma vez encerrado ele não fica “no caminho”. No E71, os aplicativos podem ser finalizados apertando a tecla “home” por alguns segundos, mas alguns finalizam realmente quando encerrados (o que nem sempre é bom, já que você pode ter sido interrompido por uma ligação, por exemplo). O tecla menu do E71 remete à última pasta utilizada enquanto a do Q11 geralmente remete ao menu iniciar – você pode escolher a opção de direcionamento para os úlimos aplicativos utilizados.

Ambos possuem câmera de 3.0 megapixels, mas a do Q11 não chega aos pés da qualidade de imagem e de recursos do E71. Foto tirada, o E71 ainda dá a opção ainda na tela de enviar a foto imediatamente.

As caixas de som de ambos funcionam bem, os music players também, e ambos vêm com fones de ouvido com microfone, sendo que o E71 é plug mini (como de Iphone) enquanto o Q11 é plug padrão.

Bateria

A bateria do Q11 é surpreendente e dura tranquilamente 3 dias em uso normal, dois em uso intenso e 1 se o windows media player ficar ligado por muito tempo. O E71 consome mais bateria que o Q11, mas ainda sim seu tempo de duração é longo e seu carregamento rápido.

Acessórios

O Q11 vem com:

- Carregador de parede;

- Carregador veicular;

- Cabo mini USB;

- Cartão Micro SD de 1Gb;

- Fone de ouvido com microfone;

- Software para instalação.

O E71 vem com:

- Carregador de parede;

- Cabo mini USB;

- Cartão Micro SD de 2Gb;

- Fone de ouvido com microfone;

- Software para instalação.

Conclusão

Os aparelhos têm perfil distintos: o Nokia mais formal e o Motorola mais moderno, então, apesar de recursos parecidos, são aparelhos para públicos diferentes. Isso sem contar com o uso ou não da tecnologia 3G. Na balança, um perde aqui, outro ali, e os dois ficam numa média de 8,5 e valem muito a pena.

(Estou muito feliz com meu Q11 e meu marido com o E71 dele – encaixaram bem com nosso perfil. Foram ótimas aquisições.)

Provas do crime

Pra ninguém dizer que é implicância minha, aí estão as fotos da rua Humaitá e seus entornos ontem:

Cruzamento da Macedo Sobrinho com a Humaitá - note que a faixa reversível está vazia enquanto as duas sentido Botafogo estão paradas.

Cruzamento da Macedo Sobrinho com a Humaitá - note que a faixa reversível está vazia enquanto as duas sentido Botafogo estão paradas.

Esquina da Macedo Sobrinho com a Visconde Silva - parada, como sempre.

Esquina da Macedo Sobrinho com a Visconde Silva - parada, como sempre.

Esquina da Visconde Silva com a Humaitá bem no final da faixa, em frente à Miguel Pereira - note que a faixa está vazia (a não ser pelo táxi que atropelou um pedestre)

Esquina da Visconde Silva com a Humaitá (parada) bem no final da faixa, em frente à Miguel Pereira - note que a faixa está vazia (a não ser pela ambulância e pelo táxi que atropelou um pedestre)

Faixa no Humaitá pra quê?

Remendo

Hoje a CET-Rio botou pra funcionar a nova faixa reversível da cidade, na Rua Humaitá. Ela começa na altura do Largo dos Leões, na Rua São Clemente, e vai até a rua Humaitá na altura da rua Miguel Pereira – sentido Jd. Botânico. Segundo eles, a reversão foi planejada para desafogar o congestionamento da rua São Clemente no horário do rush (das 17h às 20h).

Obviamente não foi isso o que aconteceu.

Quem mora ou conhece um pouquinho mais o bairro do Humaitá sabe que ela sofre dois estreitamentos críticos: um no final da rua São Clemente, quando ela vira rua Humaitá (que é bem onde congestiona); e outro na bifurcação da rua Humaitá com Visconde Silva, onde o trânsito da Lagoa, Jd. Botânico, Rebouças e Fonte da Saudade desembocam para distribuir motoristas que vão pra Botafogo tanto pela rua Voluntários da Pátria como pela rua Visconde Silva. E é exatamente aí que está o erro da CET-Rio: acreditar que esse trânsito, que vem de quatro vias diferentes, é menos intenso que o da São Clemente.

Foi exatamente o que aconteceu hoje, logo no primeiro dia de aplicação da faixa reversível. Congestionamentos enormes nas quatro vias que desembocam na rua Humaitá, já que esta afunilou nesse sentido (Lagoa-Botafogo) para apenas duas faixas. Fora um atropelamento justamente na faixa reversível.

A CET-Rio alega que os carros que seguem para Botafogo devem desviar para a rua Visconde Silva. Mas esquecem que a continuação dela, a rua Pinheiro Guimarães, também sofre neste horário devido a saída do túnel velho de Copacabana e ao acesso à rua Mena Barreto pela rua São João Batista, ali logo em frente ao cemitério.

Fica claro com isso que a Prefeitura está apenas tapando o sol com a peneira, já que não há outra saída para o bairro de Botafogo que não seja a melhoria dos transportes públicos, em especial a tão prometida linha de metrô Botafogo-Gávea – que, aparentemente, foi riscada dos planos da cidade.

Enquanto isso a gente torce para que a CET-Rio perceba o grande erro que cometeu e acabe com esse nó que eles criaram na rua Humaitá.

O caos do Humaitá

O caos do Humaitá

No mapa:

em azul – o trânsito sentido rebouças que levou à faixa reversiva;

em vermelho – a tal faixa reversiva;

em laranja – o congestionamento gerado pela tal da reversão.

Review: Motorola Q11

Como eu disse no último post, estava pra pegar um celular novo e acabei decidindo pelo Motorora Q11. Então vamos a ele.

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Visual

O aparelho é tão fino quanto o Motorola V8, um pouquinho maior e ainda mais leve. Seu teclado QWERTY é de um tamanho interessante (nem tão grande que pareça uma aberração, nem tão pequeno que seja impossível digitar). Tem o verso emborrachado com uma pequena lente (da câmera de 3.0 megapixels), uma tela praticamente do mesmo tamanho da do V8 e detalhes em azul, o que quebra a monotonia e a seriedade.

Nas laterais possui entrada mini USB, controle de volume, tecla que remete à última função utilizada (muito útil) e plug padrão para fone de ouvido.

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Recursos

O Q11 não é um aparelho 3G, o que vai na contramão da tecnologia, mas que vem bem a calhar pra pessoas como eu, que não pretendem pagar a fortuna que ainda cobram pelo plano de livre acesso mas que querem ter a opção de acessar a internet se for preciso. No caso do Q11, possui conexão Edge (o 3G que não fica conectado o tempo todo) e, pra ajudar, tem conexão bluetooth e wi-fi que funcionam muito bem, obrigada.

Ele vem com Windows Mobile 6.1 e seus companheiros Internet Explorer (que teve que ser reconfigurado já que a página inicial padrão, da Claro, complica demais o básico) , MSN messenger, Windows Live, Documents to Go – um mini MS Office que lê e edita word, excel e power point de forma (bem) resumida, e também pdf – e Windows Media Player, todos sincronizáveis com o Windows do PC por software (incluso em um CD) ou por drag and drop.

Uma boa novidade é o Motonav*, um GPS bem simples e prático que não precisa de rede para funcionar (já que os mapas estão todos no cartão de memória), mas que pode ser usado online para traçar rotas mais precisas.

Por falar em cartão de memória, ele vem com um, Micro SD, de 1Gb, mas pode ser expandido para até 32Gb em Micro SD ou Micro SDHC, o que é ótimo, já que sua memória interna é quase ínfima.

Possui ainda uma agenda bacana (que coloca seus próximos compromissos visíveis na tela inicial), bloco de notas, calendário, conversor, memos de voz, despertador, Moto ID *(um identificador de músicas interessante que a Motorola já vem utilizando há algum tempo), ShoZu* (um programa que ajuda a publicar textos, fotos e vídeos em sites de relacionamento), Boingo Mobile Wi-Fi* (para conexão em pontos gratuitos da rede Boingo) e os jogos bubble braker e paciência.

(*Aparentemente a Motorola não está mais disponibilizando os aplicativos Motonav, Shozu, Moto ID e Boingo Mobile Wi-Fi junto com o aparelho. Pergunte à sua operadora antes de comprar)

Funcionalidade

Dá pra imaginar que, pra quem já está acostumado com o Windows, não fica muito difícil entender o Q11. Mas ainda assim, algumas coisas não são tão intuitivas, como por exemplo, fechar um aplicativo (não basta apenas “sair” do programa, é preciso ir no Gerenciador de Tarefas – que fica estrategicamente colocado na página principal – e encerrar um por um).

No geral ele é bastante simples e seus menus bem auto-explicativos, mas algumas facilidades que a Motorola já tinha incorporado a seus aparelhos se perderam nesse aqui. Não se pode, por exemplo, usar uma música qualquer como toque se ela não estiver na mesma pasta que os ringtones. Não seria tão mal se não fosse aquela famigerada falta de espaço interno do aparelho, logo as opções de toque diferenciais ficam bem restritas. A questão dos arquivos, aliás, não foi muito bem resolvida dentro do aparelho, mas como ele funciona facilmente no sistema drag and drop, acaba não causando grandes transtornos.

Outra coisa que a Motorola deixou passar foi a adaptação do software para todos os tipo de aparelho. Eu, que já tinha um Motorola, achei que conseguiria passar facilmente meus contatos para o Q11 via Motorola Phone Tools e me dei mal, já que ele não reconhece aparelhos tipo Q (menos mal que ambos os aparelhos tinham bluetooth e não precisei redigiar um a um).

Ainda sobre os contatos, ao se conectar no MSN messenger, ele se oferece para transferir seus contatos online para sua agente do aparelho. Outra coisa é que o formato padrão do contato é Sobrenome, Nome, que pode ser alterado (um a um) nas opções de exibição, junto com as outras vinte mil informações que podem ser adicionadas.

As configurações, num geral, são bem simples de fazer, com passo-a-passos bem explicados. O Gmail, por exemplo, pode ser configurado como conta padrão de forma extremamente rápida e tem a opção de só se conectar com a rede quando for requisitado – o que é importante pra quem não está usando wi-fi muito menos 3G. As mensagens de email vêm num formato fácil de ler e os anexos podem ser salvos no cartão de memória.

A câmera de 3.0 MPxl é que é um pouco decepcionante. Deve muito à qualidade apresentada no V8, por exemplo. Seu obturador é extremamente lento, o que faz com que, após o som de clique (que, infelizmente, não pode ser retirado, apenas modificado) o fotógrafo seja obrigado a permanecer imóvel ainda durante um tempo, para captar a imagem – o que, inevitavelmente, produz imagens borradas se os fotografados estiverem em movimento. Tem alguns recursos extras, como opção de cores e tipos de iluminação, mas nada que compense o obturador falho.

As fotos abaixo foram tiradas com ele:

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O Q11 possui ainda um viva voz potente e com som claro tanto pra quem fala quanto pra quem escuta, recurso de chamada por reconhecimento de voz que funciona otimamente e “amplificadores” bem equalizados, bons para ouvir música mesmo sem fones.

O uso do teclado é fácil (mas com alguns macetes que o manual ensina), as teclas são de bom tamanho e configuráveis a atalhos (além dos que já vem marcados no teclado).

Bateria

A bateria dele me impressionou. Como eu estava (e ainda estou) em fase de configurações e testes, passei dias usando o aparelho direto, muitas vezes com o wi-fi ou o bluetooth ligado. E a bateria aguentou firme a maratona, durando cerca de 3 dias inteiros de muita agitação. Dos aplicativos, o que descarrega mais a bateria é o Windows Media Player; fiquei usando o Excel durante horas consecutiva e ele não fez nem cócegas na bateria. O carregamento é rápido também, o que facilita muito.

A única coisa chata é retirá-la do aparelho. É a mais difícil que eu já mexi.

Acessórios

Uma das grandes vantagens da Motorola, na minha opnião, são as conexões padrão. O aparelho pode ser conectado a qualquer computador com um cabo mini USB. Os fones de ouvido de boa qualidade também são bem-vindos, já que o plug é universal (mas o fone incluso no kit funciona muito bem, de qualquer forma).

Junto do aparelho vem:

- Carregador de parede;

- Carregador veicular;

- Cabo mini USB;

- Cartão Micro SD de 1Gb;

- Fone de ouvido com microfone;

- Software para instalação.

Conclusão

O Motorola Q11 é um aparelho simples e funcional, pensado para quem gosta de tecnologia mas não quer gastar mundos e fundos nem com o aparelho nem com a conta. Até agora tem valido bem a pena. Nota 8,5.

***

ATENÇÃO:

Faça um backup de TODOS os arquivos originais do cartão de memória ANTES de começar a instalar novos arquivos – para não correr o risco de perder os arquivos de instalação e funcionamento dos aplicativos.

Se você já os perdeu ou se seu aparelho não veio com eles, infelizmente nesse caso eu não posso ajudar. EU NÃO PASSO ARQUIVOS (não adianta insistir).

Não me responsabilizo por comentários, links ou arquivos disponibilizados aqui por terceiros.

Sobre a falta de assunto

Faz algum tempo que não escrevo. Na verdade, não-escrever tem sido mais constante aqui do que escrever. Acho que porque o mundo anda meio chato, os assuntos se esgotam rápido, todo mundo fala sobre as mesmas coisas. Eu, por exemplo, pensei sobre vários temas pra escrever. Pensei em falar do tão falado namoro da Mallu Magalhães com o Marcelo Camelo (14 anos de diferença) e como todos exageram esse lance da idade – eu que o diga! Sou 20 anos mais nova que meu marido! – mas achei que todo mundo já falou a beça disso e que a vida particular deles, se não incomoda os pais dela, não é da conta de ninguém. Pensei em falar de como pode ser importante – pros dois lados, o bom e o ruim – a eleição de um presidente negro nos Estados Unidos, mas ele ainda nem tomou posse e só se fala de Obama, Obama, Obama. Pensei em falar da absurda lei de cotas pra todas as universidades públicas e seu agravante de talvez não contar com o fator renda, apenas “raça” – etnia, eles querem dizer, porque raça é só a raça humana – mas eu já fiz um post aqui sobre isso, colocando um texto incrível do Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, e todo mundo já tá cansado de saber que eu acho que Universidade não é pra todo mundo, é só pra quem quer seguir carreira acadêmica, pro resto deveríamos ter inúmeros cursos técnicos (os famosos tecnólogos). Pensei em escrever sobre outras tantas coisas, mas no final das contas, cá estou eu, escrevendo um post sobre a falta de assunto.

E tem outra. Todo o meu tempo de escrita eu tou destinando àquela peça, lembra?, que eu já citei num outro post. Então…

Só faltou o Doutor House. Pronto. Taí. Já tenho o assunto para o próximo post. ;)

Sobre as cotas

Li isso no blog da minha irmã e achei importante passar adiante. É um assunto difícil e precisa ser discutido. Esse artigo é do Jornalista Ali Kamel e foi publicado em 2003, nO Globo. Vale a pena ler.
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Somos todos pardos
O leitor interessado no tema certamente já ouviu ou leu esta frase: a pobreza no Brasil tem cor e ela é negra. É uma frase sempre presente nos trabalhos de pesquisadores que defendem a política de cotas raciais, seja nas universidades, seja no serviço público. Os números que eles divulgam são de fato eloqüentes. Eles sempre dizem que os brancos no Brasil são 54% da população e os negros, 45%. E se perguntam: “Será que a pobreza acompanha esses mesmos critérios demográficos?” E respondem que não: segundo um estudo com dados de 1999, dos 53 milhões de brasileiros pobres, os brancos são apenas 36% e os negros representam 64% do total. E concluem: os negros são pobres porque no Brasil há racismo.Os números são eloqüentes, mas inexatos. Segundo o mesmo estudo, os negros são 5% e não 45%. Os brancos são, de fato, 54% da população. A grande omissão diz respeito aos pardos: eles são 40% dos brasileiros (as alterações no Censo de 2000 foram mínimas). Entre os 53 milhões de pobres, os negros são 7%, e não 64%. Os brancos, 36% e os pardos, 57%. Portanto, se a pobreza tem uma cor no Brasil, essa cor é parda. O que os defensores de cotas fazem é juntar o número de pardos ao número de negros, para que a realidade lhes seja mais favorável: é apenas somando-se negros e pardos que o número de pobres chega a 64%.

Os artigos desses pesquisadores primeiro estratificam a população entre brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas para, logo depois, agrupar pretos e pardos e chamá-los a todos de negros (desse ponto em diante, em todas as estatísticas, há apenas menção a negros, mas, na verdade, os números se referem sempre à soma de pardos e negros). Geralmente os pesquisadores fazem a seguinte observação: “A população negra ou afro-descendente corresponde ao conjunto das pessoas que se declaram pretas ou pardas nas pesquisas do IBGE”.

O problema é definir o que é pardo. Para mim, é constrangedor ter de discutir nesses termos, eu que não tenho a cor de ninguém como critério de nada. Mas, infelizmente, é a lógica que reina no debate e eu tenho de me curvar a ela. A funcionária do IBGE que me ajuda com os números se disse parda ao censo, “parda como a Glória Pires”. Mas, para muitos, a Glória Pires é branca. Digo isso com real preocupação: quem é pardo? O pardo é um branco meio negro ou um negro meio branco?

Somar pardos e negros seria apenas um erro metodológico se não estivesse prestes a provocar uma injustiça sem tamanho. Porque todas as políticas de cotas e ações afirmativas se baseiam na certeza estatística de que os negros são 64% dos pobres, quando, na verdade, eles são apenas 7%. Na hora de entrar na universidade ou no serviço público, os negros terão vantagens. Os pardos, não. Do ponto de vista republicano, isso é grave. Na hora de justificar as cotas, os pardos são usados para engrossar (e como!) os números. Na hora de participar do benefício, serão barrados. Literalmente. Este ano, a Universidade Estadual de Matogrosso do Sul instituiu cotas para negros em seu vestibular: 20% das vagas, 328 lugares. 530 estudantes se disseram negros e tiveram de apresentar foto colorida de tamanho cinco por sete. Uma comissão de cinco pessoas foi constituída para analisar as fotos segundo alguns critérios. Só passariam os candidatos com o seguinte fenótipo: “Lábios grossos, nariz chato e cabelos pixaim”, na definição dos avaliadores. 76 foram rejeitados por não terem tais características. Provavelmente, eram pardos.

Que o Brasil é injusto, não há dúvida, mas querer criar mais uma injustiça é algo que não se entende. Por que os pardos, usados para justificar as cotas, terão de ficar fora delas, mesmo sendo tão pobres quanto os negros? Porque alguns têm nariz afilado ou cabelos ondulados? E por que os brancos, mesmo pobres, serão condenados a ficar fora da universidade? Os defensores de cotas raciais dizem que os brancos são “apenas” 36% dos pobres. Apenas? 36% significam 19 milhões de brasileiros, um enorme contingente que será abandonado à própria sorte. A simples existência de tantos brancos pobres desmentiria por si só a tese de que a pobreza discrimina entre pobres e negros: em países verdadeiramente racistas, o número de pobres brancos jamais chega próximo disso. Da mesma forma, o enorme número de brasileiros que se declaram pardos, 68 milhões numa população de 170 milhões, já mostra que somos uma nação amplamente miscigenada. Como o pardo tem de ser, necessariamente, o resultado do casamento entre brancos e negros, o número de brasileiros com algum negro na família é necessariamente alto. Isso seria a prova de que somos uma nação majoritariamente livre de ódio racial (repito que, sim, sei que o racismo existe aqui e onde mais houver seres humanos reunidos, mas, certamente, ele não é um traço marcante de nossa identidade nacional).

Todos esses números só reforçam a minha crença de que uma política de cotas raciais será extremamente prejudicial e injusta. Em todas as universidades que instituíram políticas assim há discussões antes não conhecidas entre nós: negros acusando nem tão negros assim de se beneficiaram indevidamente de cotas; pardos tentando provar que o cabelo pode não ser pixaim, mas a pele é negra; e brancos se sentindo excluídos mesmo sendo tão pobres quanto os candidatos negros beneficiados pelas cotas. Dizendo claramente: corremos o sério risco de, em breve, ver no Brasil o que nunca houve, o ódio racial. O certo é o simples: instituir cotas não raciais, mas baseadas na renda. Assim, pobres, que hoje não chegam à universidade, seriam incluídos. Sejam negros, pardos ou brancos.
ALI KAMEL é jornalista.

Fonte: O Globo Online

[O Globo Online]

Desculpa étnica

Se eu e mais um grupo de 30 pessoas resolvêssemos entrar em um congresso (ou qualquer lugar público) armados com facões e lanças com certeza seríamos detidos. Mas índio pode(?).

ETNIA NÃO JUSTIFICA LIBERDADE PARA VIOLÊNCIA!

As armas podem ser importantes nas tribos, no meio da mata, mas se eles são considerados Cidadãos Brasileiros como todos nós, têm que seguir as mesmas leis e regras de convivência em área civil.

Feriu, espancou, sequestrou: tem que ser preso. Está na Constituição, no Código Civil, no Código Penal: É a lei para todos os cidadãos. Tem que ser também para os índios.