Arquivo para Abril, 2009

Ai, meu coração!…

Outro dia vi na tevê a atriz Renata Dominguez dizendo que teve síndrome do pânico, fez tratamento (medicamentos e terapia) e que – ainda bem – tinha se curado. Mas o que me chamou atenção foi ela contando como tudo começou: taquicardia.

Lembrei imediatamente do meu cardiologista, Dr. Wellington Ferreira. Por que eu tenho um cardiologista? Exatamente porque eu comecei a sentir umas taquicardias diferentes, como se o coração batesse na garganta. Fora minha pressão que é naturalmente baixa, e uma série de sensações de cansaço e indisposição que eu sentia.

Fiz um eletro e ele me mandou fazer um teste ergométrico (aquele de correr na esteira) e um ecocardiograma. O primeiro não deu nada, o segundo também não. Mas o eco!… Bingo! Eu tenho prolapso da válvula mitral e insuficiência valvular leve.

É meio assustador saber que se tem algo no coração, mas o médico tratou de me acalmar: nada mais é do que uma imperfeição em uma das válvulas do meu coração que faz com que ela não se feche corretamente e passe um pouco de sangue quando ela deveria estar fechada. Nasci com isso, vou morrer com isso mas não vou morrer disso. E o médico falou que essa coisa toda que eu sentia era exatamente por causa do tal prolapso – que é muito mais comum do que a gente imagina.

Tente imaginar uma mulher branca, magra, ansiosa demais, irritadiça? Ela provavelmente tem prolapso. Acredite se quiser.

As consequências disso são quase nulas, a pessoa só tem que aprender que o ritmo dela para esforços físicos é diferente do das outras pessoas e que, de vez em quando, ela pode ter taquicardias. E aí é que entra o link com o primeiro parágrafo: como é o biotipo da atriz comentada mesmo?…

Ele disse que é comum pessoas com prolapso desenvolverem síndrome do pânico porque confundem a taquicardia da doença com a sensação de medo. Especialmente as pessoas que não sabem que tem prolapso, acham que estão em perigo por não saberem que o coração delas é que não está funcionando direito. Ou seja, é alarme falso e a cabeça nessas horas faz toda a diferença: se a pessoa sabe que a taquicardia está relacionada com o problema no coração só tem que controlar a cabeça pra não se deixar cair na arapuca do medo. E, te garanto, que ajuda muito.

Por que eu tou contando tudo isso? Eu não sou médica, tou longe disso, mas depois da tal entrevista fiquei pensando quantas pessoas poderiam poupar dinheiro, qualidade de vida e tempo (fora não ter que tomar os viciantes remédios tarja preta), se essa informação fosse mais divulgada? Talvez a Renata Dominguez tenha apenas prolapso e a síndrome do pânico seja só consequência de como a cabeça dela tenha interpretado as taquicardias. Vai saber?

Moral da história: tá com taquicardia? Vá a um cardiologista antes de ir ao psiquiatra. Pra mim funcionou.

Etna

Eu sempre adorei decoração. Sempre, desde criança. Minha mãe comprava revistas e eu ficava folheando, vendo aquele monte de casa diferentes, lindas. E, de vez em quando, a gente ia ao Lar Center, em São Paulo, olhar a Tok & Stok. Só olhar, porque ela era muito cara pros nossos padrões. E era tudo tão lindo…

Já no Rio, meu primeiro salário (de estagiária ainda) eu usei pra comprar uma cama de casal estilo japa, da Tok & Stok. Ela era linda, cara, mas necessária no meu apartamentinho pequeno e charmoso na Glória. Mas foi só isso que eu comprei durante um bom tempo.

Aí, há um pouco mais de um ano, minha irmã me contou de uma outra loja – a Etna -, no mesmo estilo (móveis e objetos estilosos, de design funcionais  e “simples”) que tinha aberto em São Paulo. E melhor, mais barata.

Obviamente eu e meu marido gastamos uma grana lá já que estávamos justamente montando nosso apartamento. Mas não deu pra comprar muita coisa já que a loja ficava em São Paulo e nós, no Rio.

etna

Mas… não é que abriu – não faz muito tempo – na Av. Ayrton Senna, na Barra, uma loja enorme e linda da Etna? São móveis, tapeçaria, cama-mesa-e-banho, utensílios, iluminação, objetos de decoração… tudo pra quem gosta de uma casa de revista!

Vale a pena dar um pulo lá (mas cuidado com as tentações)!

(e uma dica: se você for na hora do almoço, eles têm um restaurante ótimo – e barato)

Cheira a espírito adolescente

Quando eu entrei na adolescência o Nirvana entrou na minha vida. Inicialmente por culpa da MTV, claro – a grande responsável nos anos 90 pela educação musical da galera. Mas eu fiquei tão fã de Nirvana que fui muito, mas muito além do que a MTV podia me dar.

Na época ainda do Nevermind fui atrás do primeiro disco da banda, Bleach, praticamente desconhecido do grande público. E ia completando a coleção imediatamente enquanto os discos iam saindo. Logo, tenho Incesticide, por exemplo, em vinil, e mais um monte de shows da banda ao redor do mundo -  gravados em k7 por um amigo que trabalhava numa loja da Galeria do Rock – dos trocentos CDs alternativos (pra não dizer “piratas”, a maioria italiano) que apareciam por lá. Alguns desses CDs eu consegui comprar, como um box de 3 CDs e um livro, recheados de versões e fotos raras. Além do single de Smells Like Teen Spirit, trazido dos Estados Unidos pelo então namorado da minha irmã que sabia da minha coleção (e que numa outra viagem me trouxe o primeiro single da banda recém-formada de David Grohl, um então desconhecido Foo Fighters).

Mas minha coleção não se limitava a discos. Comecei, de repente, a colecionar reportagens e recortes, dos mais variados. Tinha desde a manchete do finado “Notícias Populares” alardando o suicídio de Kurt Cobain até a segunda revista “Rolling Stones”, cuja capa era um contraponto da primeira, com o trio vestido de terno e gravata. Tudo o que eu achava ia guardando, até que completei duas pastas-fichário grandes.

E foi então que eu parei. Parei porque não tinha mais Nirvana. Porque não tinha mais por que continuar colecionando o que não sairia mais. Porque aquela rebeldia grunge, que pautou toda a minha adolescência, uma hora se transformou de outra coisa – nem sei dizer exatamente em quê – e, quando eu vi, não usava mais cabelo raspado nem roupas rasgadas. E as pastas foram pro armário e os discos, que não saiam do rádio, foram pra prateleira.

Mas percebo que, por mais que eu tenha “parado” com Nirvana na minha vida, ele foi realmente importante pra mim. Porque eu era uma garota tímida, da periferia, que não sabia se expressar, que passava pela fase mais conturbada da vida de todo mundo – a adolescência – sem me encaixar em grupo nenhum, sem ser a melhor nem a mais bonita ou a mais inteligente. E acredito que, pra toda a geração anos 90, era isso que o Nirvana representava: até o que não se encaixa tem o seu lugar.

Gostos à parte, Nirvana foi um marco. O Grunge foi um marco. E quem não entende isso não entede os anos 90.

Faz parte do jogo

Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, eu estava na Europa. Pra todo lado o que se via era a euforia dos fãs do futebol e, especialmente, a esperança na seleção brasileira. Camisetas do Ronaldinho Gaúcho eram as mais comuns vestindo gringos de todas as partes do mundo.

Nos primeiros jogos eu estava em Praga e, pra comemorar sua primeira participação em uma Copa, o Governo instalou um telão bem na praça principal da cidade velha, onde todos os torcedores se reuniam para ver os jogos, sentados no chão. E o que mais me chamou atenção foi o clima de paz entre as torcidas. Respeitoso mesmo. Porque, no final do jogo, rivalidades à parte, todo mundo é torcedor, certo?

Foi por isso que nunca mais esqueci o comercial da Carlsberg, cerveja dinamarquesa vendida em toda a Europa, que foi veiculado na época. O tema – “Carlsberg: part of the game” – tem tudo a ver com esse clima de “no final somos todos iguais” e, pra quem gosta de diversidades culturais, é um barato pra comparar.

(E só dá pra ter certeza que os caras não tão enrolando a língua e falando qualquer bobagem porque tem um brasileiro ali, falando português, senão eu ia jurar que era mentira!)

Rap 10

Quando eu fui morar sozinha eu descobri a pizza de frigideira (uma massa de pizza bem fininha que você coloca numa frigideira com molho e coberturas, tampa – pra derreter o queijo – e em 5 minutos ela está pronta e crocante). Comi muito disso, mas um dia enjoou – acho que por ser sempre pizza.

Aí, um dia, minha mãe comentou comigo de um pão de frigideira, mas foi um amigo quem me apresentou de verdade a novidade, me dando um pacote.

Rap10

O Rap 10 é um pão fininho (mistura de pão árabe com indiano), que pode ser comido “cru” ou frito, com o recheio que você preferir. Lembra muito a pizza de frigideira – até porque depois de quente fica bem crocante e saboroso – mas a vantagem é que é pão, então não depende de molho e queijo (o que é ótimo pra quem tem restrições alimentares, como eu).

O fabricante (Pullman) disponibiliza o Rap 10 na versão normal e na light – com 50% menos gordura – e um site com dicas e receitas bem fáceis e interessantes.

Custa aproximadamente R$ 4,35 o pacote e pode ser encontrado em qualquer supermercado e em algumas padarias.

Prove, invente uma receita e depois me conta, tá?