Arquivo para Setembro, 2008

Um filme para cada ano de vida

Seguindo o desafio do Rodrigo fiz minha lista de filmes importantes, um para cada ano de vida. Olhando a lista vai ficar claro, mas já adianto: meu ano de vida é o ano de lançamento do filme. Logo, certos anos com produções muito boas (especialmente 1994 e 2003) tiveram disputas acirradas e ótimos concorrentes foram sacrificados. Tudo em nome do equilíbrio total e da boa história.

Gandhimovie 1982 – Gandhi

Esse foi o primeiro filme sério que eu assisti. Devia ter uns 10 anos. O professor de história do colégio mandou. Eram duas fitas.  Lembro que assisti sozinha e que fiquei chocada. E nunca mais esqueci daquele velhinho simpático de túnica branca.

 

Flashdance 1983 – Flashdance

Simplesmente todas as meninas da minha geração usaram polainas por anos por causa desse filme. E dançaram, muito. Fiz até coreografia pra escola com a música do filme.

 

 

ahistóriasemfim 1984 – A História sem fim

Todo mundo que nasceu nos anos 80 viu e reviu esse filme muitas vezes. E todo mundo queria ter aquele cachorro gigante que voava. Eu, pelo menos, queria. E tinha curiosidade de conhecer o “Nada”.

 

edvoltaparaofuturo 1985 – De volta para o futuro

O início da clássica triologia do Robert Zemeckis. É de uma criatividade ímpar. Foi meu primeiro contato com esse diretor e roteirista, que se tornaria um dos meus preferidos. E a dublagem original era perfeita. Assisti muitas vezes (o 2 e o 3 também).

 

umdiaacasacai 1986 – Um dia a casa cai

Assisti uma vez só, mas nunca mais me esqueci dele, dos detalhes, da relação daquele casal, da obra. Depois me dei conta que a produção era do Spielberg – e filme que ele bota a mão dificilmente é “esquecível”.

 

 

umanoitedeaventuras 1987 – Uma noite de aventuras

Eu era fascinada por esse filme, por aquela babá irresponsável, por aquela menina aficcionada pelo Thor. Assisti na “Sessão da Tarde” muitas e muitas vezes mas passei anos sem saber o nome dele. Só descobri depois da invenção da internet.

 

querosergrande 1988 – Quero ser grande

Esse filme me apresentou o cara que é uma referência de atuação pra mim, talvez o melhor ator de todos os tempos (na minha opinião, claro): Tom Hanks. Talvez eu já tivesse o visto antes, mas foi aqui que eu realmente reparei nele.

 

ilhadasflores 1989 – Ilha das Flores

Assisti esse curta na escola. Descobri com ele que existiam curtas-metragens, que eles poderiam ser muito bons e que o mundo está longe de ser justo.

 

 

nikita 1990 – Nikita

Conheci o trabalho do Luc Besson já “velha”. E fiquei apaixonada pela poesia das suas histórias. E virei fã especialmente deste e de “O Profissional”.

 

 

afamiliaadams 1991 – A família Addams

Esse filme foi um hit da minha geração. E eu descobri o humor negro. Depois, quando virei adolescente, ganhei o apelido de Vandinha (ou Wednesday). Ou seja, mesmo se eu não quisesse ele influenciaria minha vida.

 

 

waynes_world1992 – Quanto mais idiota melhor

Esse filme coroou a chegada da MTV ao Brasil – até porque os atores eram os queridinhos da MTV americana na época. Não tinha como não pegar os bordões bobos do filme bobo que era o hit da Music Television. E ainda editaram o clipe de “Bohemian Rhapsody” do Queen com cenas do filme!

 

feitiçodotempo 1993 – Feitiço do tempo

A primeira vez que eu vi esse filme, peguei ele no meio. Não me conformei e assisti de novo. E como gostei, vi mais uma vez. E depois mais outra. E mais outra. Eu tinha me rendido ao Bill Murray e aos roteiros de realidade fantástica.

 

forrest gump 1994 – Forrest Gump

Vi esse filme no cinema com minha mãe. Gostamos tanto que saímos da sessão direto pra loja de discos, comprar o K7 da trilha sonora. E eu realmente gostei tanto que esse passou a ser o filme que mais vi na vida (perdi as contas quando estava na casa das 40 vezes). E meu primeiro disco de trilha sonora.

se7en 1995 – Se7en

Meu primeiro suspense visto no cinema. Foi de uma tensão terrível. E no final um dos caras amigo-de-um-amigo que estava com a gente contou o final do filme bem alto, de propósito, na porta do cinema, ao lado da fila da próxima sessão – foi quando aprendi a odiar “spoilers”.

 

trainspotting 1996 – Trainspotting

Quando lançaram esse filme eu não vi, não me interessei. Mas eu tinha uma amiga que era toda cult de pai e mãe e que adorava o filme e a trilha sonora. Anos depois, quando assisti, fiquei impressionada de ela, tão nova, ser fã de um filme como esse. E entendi que eu fui uma adolescente ingênua, muito ingênua.

titanic 1997 – Titanic

Foi a primeira vez que encarei um blockbuster no cinema. Compramos os ingressos com dois dias de antecedência e tivemos que sentar lá na frente, porque o cinema estava lotado. Quando o navio começou a afundar eu parei de comer a pipoca. E só consegui continuar quando saí da sala.

cidadedosanjos 1998 – Cidade dos anjos

Vi esse filme no cinema. Achei lindo. E fiquei fissurada no cabelo da Meg Ryan. Um dia fui cortar o cabelo e levei, por acaso, uma revista com a foto dela em cena. Mostrei pra cabelereira e falei “queria ter o cabelo assim”. Ela disse que dava. E eu descobri, aos 16 anos, que meu cabelo não era liso.

beijgjohnmalkoich1999 – Quero ser John Malkovich

Achei uma loucura esse filme quando assisti pela primeira vez. Nem sequer reconheci a Cameron Diaz. Mas adorei. E incluí o Charlie Kaufman na minha lista dos caras mais criativos do mundo.

 

 

snatch 2000 – Snatch! Porcos e Diamantes

Não sei dizer exatamente por que eu gosto desse filme nem por que ele me marcou. Mas marcou. Acho tudo genial, as interpretações, a montagem, o roteiro, a direção. Não sei por quê mas eu sempre me lembro dele. Especialmente do cachorro que buzina.

 

ofabulosodestinodeameliepoulain 2001 – O fabuloso destino de Amélie Poulain

Demorei pra ver esse filme. Sempre acontecia alguma coisa que não me deixava ver. E quando vi achei encantador. Tanto que quando fui à Paris fiz questão de ir no Sacré-coer  e no café do filme.

 

durvaldiscos 2002 – Durval Discos

Comecei a assistir a esse filme achando que seria perda de tempo. Mas logo nos créditos iniciais achei que poderia estar errada. E estava. Muito. Talvez seja o melhor filme nacional que já vi. E a trilha sonora é, do início ao fim, um primor.

 

dogville 2003 – Dogville

Entrei no Cine Paissandu pra ver esse filme sem saber do que se tratava. No meio da sessão eu já tava aos prantos. No final e mal conseguia me mexer. Passei o resto da noite catatônica, em choque. Nunca tinha passado por uma catarse assim com obra de arte nenhuma. Foi estranho – e muito marcante. E ele, literalmente, mudou a minha vida.

 

antesdopordosol 2004 – Antes do pôr-do-sol

Fui ver esse filme no cinema sem ter visto o “Antes do amanhecer”. Fiquei tão encantada com aquele filme falado e falado e falado!… Entendi que, definitivamente, não se precisa de muito pra fazer uma obra-prima. E quando estive em Paris fui à Livraria Shakespeare & Co. e procurei algumas locações – foi quando me dei conta que nem sempre a sequência de locações é lógica.

gataodemeiaidade 2005 – Gatão de meia idade

Quando eu cheguei no Rio eu só tinha trabalhado com teatro. Daí surgiu a oportunidade de fazer figuração num longa-metragem. Fui pra ver como era. E me diverti muito, atazanei a equipe toda perguntando como tudo funcionava. E até hoje tem gente que me liga pra dizer que me viu no filme.

ocodigodavinci 2006 – O Código Da Vinci

Em 2006, durante o lançamento do filme, eu estava em Paris. Via toda aquela multidão fissurada no Louvre e não tinha idéia do por quê. A sala da Monalisa então, parecia que esperavam pra ver a Madonna. Só fui ver o filme mesmo bem depois. E adorei. Se soubesse da história teria curtido mais o Louvre. Pelo menos tirei uma foto da inversão da pirâmide (sem querer).

juno 2007 – Juno

Esse é o tipo de humor que me atrai. Ácido, quase negro. E esse é o tipo de filme que me atrai. Simples, inteligente, sagaz. Queria ter escrito essa história.

 

 

walle 2008 – Wall.e

Estava entediada à tarde então resolvi ir ao cinema sozinha pela primeira vez na vida. Acho que nunca tinha visto um desenho tão poético. Me dei conta que ir ao cinema sozinha não é tão ruim e que se usa muito pouco lirismo na arte hoje em dia.

O que tá rolando por aqui

Tou sem passar aqui há algum tempo. Comecei a escrever a parte 5 do “Quando eu cheguei no Rio”, mas parei no meio. Depois termino, juro. Desventuras na minha mudança pro Rio não faltaram.

O que eu tenho feito ultimamente? Aulas de dublagem, coisas “dona-de-casa”, Twitter, Blip.fr (meu novo vício). E começado uma história nova. Pra uma peça. Não sei se vou conseguir desenvolver, mas é a idéia que mais gosto, há tempos. Ainda não comecei o corpo do texto porque tenho que montar o histórico paralelo das personagens (dois irmãos, ela 27 anos, ele 20). Aliás, ele está sendo mais desafiador pra mim do que ela. Acho que porque eu pensei nela primeiro, então, de alguma forma, ela já veio mais bem formada. Só sei que ele é um cara quieto, que faz faculdade de engenharia. Na verdade eu sei mais coisas, mas com relação à história e não ao histórico dele.  Então quem quiser dar sugestões do que poderia ter acontecido na vida de um rapaz de 20 anos, vou adorar! ;)