Vocações

Eu acho muito difícil saber o que quero. Claro que o básico todo mundo sabe: eu também quero viver bem de saúde, ter dinheiro sobrando, um amor pra chamar de meu e diversões mil. Isso é evasivo demais e o problema tá muito mais embaixo.

Eu acho realmente muito difícil saber o que eu quero. Realmente, sabe? Especificamente. Isso está claramente ligado à insatisfação intrínseca dos seres humanos, de nunca estarem contentes com o que têm, e com a insegurança de falir nos planos futuros.

O meu x da questão ultimamente é “o-que-eu-vou-fazer-quando-eu-crescer”. Porque escolher eu já escolhi, de alguma forma tou botando em prática, mas sempre tem aquela pulguinha atrás da orelha que não me deixa seguir com os planos calma e tranquilamente. Fico achando que talvez não seja realmente minha vocação, ou que talvez eu nem queira fazer o que eu faço, ou milhares de outros “quês” possíveis. Insatisfação + insegurança, claro.

Acho que a minha vocação era ser livre de vocação, não ter que trabalhar pra ganhar dinheiro, fazer o que me desse na telha no momento e ir vivendo. Trabalhar por esporte.

Pensando bem… todo mundo quer isso, não quer não?

Acho melhor voltar ao trabalho.

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Elisa Colepicolo, ou Lili, é blogueira desde 2003, faz de tudo um pouco mas dificilmente o que não gosta. Chegada em arte, cultura inútil e viagens. Casada, entusiasta e feliz.

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