Uma maratona olímpica

E então ontem, 2 de outubo, o Rio de Janeiro ganhou o direito de seriar os jogos olímpicos de 2016. Claro que o carioca comemorou. Mas também viu com muitas dúvidas a tal empreitada.

rio.span.600.1 (comemoração na praia de Copa – fonte: The New York Times)

Era sexta-feira, a praia de Copa estava fechada desde a manhã, o dia era ponto facultativo no serviço público e isso tudo misturado deu um nó na cidade. O trânsito estava péssimo o tempo inteiro, pra qualquer lado, independente do horário. E isso só por causa de uma festa – que ainda tinha a possibilidade de miar – bem num dia útil.

Aí que o carioca se pergunta: e como é que a gente vai conseguir receber um monte de gente e eventos simultâneos num Rio assim?

Assim, não vai. É por isso que, ou esse projeto que criaram para a cidade sediar os jogos muda tudo por aqui ou 2016 vai ser um caos.

rio2016_02_1707Conheço muito carioca preocupado com isso. Diz “mas tem tanta coisa mais importante pra fazer pelo Rio do que um monte de intalação esportiva!…”. E tem mesmo. E pelo que soube o projeto aposta nisso: cerca de 40% dos investimentos vão pro transporte, a polícia vai ser mais do que reforçada, e uma reforma completa no funcionamento da cidade está a caminho. O que significa que, assim como Barcelona antes dos jogos de 1992, o Rio vai se tornar um imenso e caótico canteiro de obras até 2016. Vai ser chato, estressante, mas acho que é igual xarope amargo – ruim na hora pra ficar bom depois. E esse é o maior desafio dos governos, na verdade: fazer o Rio ganhar com isso mais do que os tais equipamentos esportivos – ganhar um “depois”.

A educação do povo, acho mais do que provável, que mude. Vai se falar mais em esporte com as crianças. E com isso, elas vão praticar mais, aprender a socializar e ter responsabilidade. Vão sonhar em participar dessa festa. E se o governo incorporar isso nas escolas, melhor ainda.

Ainda tem a violência, claro. Mas te digo que, apesar da fama, o Rio não é mais violenta do que São Paulo ou outras grandes cidades brasileiras. Eu, por exemplo, morei 17 anos em Sampa e fui assaltada 5 vezes, fui até refém com arma na cabeça, enquanto aqui no Rio, já completando 10 anos, nunca me aconteceu nada. Pode ser sorte, mas a questão é que a violência desenfreada de hoje é mais do que um problema carioca – é um problema nacional. Vamos torcer pra que esse projeto de olimpíadas faça algo pela nossa parcela do problema e – por que não? – por outras parcelas também.

Se vai ser bom ou ruim, se estamos sonhando alto demais ou se a gente vai tomar o maior tombo nessa história, a gente tem sete anos pra descobrir. Só sei que eu, da minha parte, vou colaborar com o que pedirem pra que dê certo. Afinal, se é pra melhorar, sete anos passam voando!

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(PS: Não dá pra deixar de comentar a gaiatice (como diria Ancelmo Góis) do nosso povo, né? Claro que não iam deixar passar uma piada dessas! rs…)

***

ATUALIZAÇÃO (04 de outubro de 2009):

Pra quem ficou curioso/interessado, O Globo publicou a lista de promessas para as Olimpíadas. Tá aqui ó.

Se tudo acontecer mesmo o Rio vai ficar uma cidade massa! ;)

Sobre sumiço e comentários não comentados

Tenho postado menos do que gostaria. Isso porque tou trabalhando muito (o Acervo em Casa tá de vento em popa, ainda bem, e tenho meus projetos paralelos, que têm me tomado tempo também).

Isso quer dizer, por exemplo, que não dá mais pra responder a todos os comentários sobre o Motorola Q11. Pras pessoas que comentam, eu peço desculpas mas realmente está inviável. São muitas dúvidas (muitas repetidas), já respondi quase tudo o que eu sabia e agora deixo os comentários como um fórum – espero que os “frequentadores” possam se ajudar uns aos outros.

Isso quer dizer também, que a criatividade para escrever está toda canalizada para outras coisas, então se pintar um post por aqui vai ser num momento realmente especial.

Mas assim que eu descobrir qualquer objeto mirabolante eu tou de volta – não resisto às invenções modernas! :D

Review: Depilador Satinelle Massage Premium Philips

Julho foi o mês do meu aniversário, então resolvi me dar de presente algo que juntasse o útil ao agradável (?), ou a fome com a vontade de comer: um depilador elétrico.

A idéia veio ao me dar conta que a prestação de um aparelho desses é exatamente o preço de uma sessão de depilação com cera,  só que só por 12 meses (no Ponto Frio por 12x de 23 reais).

Então, depois de uma grande pesquisa de marcas, modelos, funcionalidades e atrativos, me decidi pelo Satinelle Massage Premium, da Philips (um dos motivos foi ter 90 dias para testar o aparelho com a garantia de ter meu dinheiro de volta caso não me adaptasse ao novo sistema).

Pois vamos lá!

VisualSatinelle Premium Frente

O aparelho é – em comparação com outros, claro – de tamanho médio, leve, anatômico, bem apresentado – com uns desenhos florais que não chamam tanta atenção mas que dão um charme. A necessaire que vem com ele é linda e por ser de um tecido metálico ajuda mesmo a proteger o aparelho (coisa, aliás, que a caixa não faz: pedi o meu pela internet e a caixa chegou aqui em casa toda amarrotada, fiquei morrendo de medo de ter danificado o aparelho). Vem também com uma luva esfoliante bonitinha (a minha veio verde, não sei se existem outras cores)  e bem útil e uma cabeça redutora branca.

Satinelle Premium lateralSatinelle Premium VersoSatinelle Premium desmontado

Recursos

O aparelho tem duas velocidades e seu uso vai depender, na verdade, do grau de sensibilidade à dor de quem está usando. O manual aconselha o uso da velocidade 1 para áreas mais sensíveis (junto com a capa redutora) e a velocidade 2 para as outras áreas. Aliás, a capa redutora nada mais é do que uma espécie de capa intermediária entre as pinças e a sua pele, que diminui a área de contato e o fabricante recomenda o uso na depilação de virilha e axilas.

Ele pode ser usado com ou sem fio. Para o uso com fio, basta colocá-lo na tomada na hora do uso. Para o uso sem fio é preciso carregá-lo por 16 horas (!) antes de usá-lo e ele terá autonomia de 20 minutos. Parece pouco mas não é. Em 20 minutos é possível fazer a depilação com cuidado e detalhismo numa boa. (Só não pode esquecer o aparelho por mais de 24 horas carregando que estraga a bateria)

E ele vem com uma espécie de "pente" massageador com aloe vera para ajudar a reduzir o incômodo e a dor na hora da depilação.

Satinelle Premium - Cabeça depiladora Satinelle Premium - Entrada do cabo de força

Funcionalidade

Fiz uso do aparelho nas pernas e virílha (equivalentes no salão a meia perna e virilha cavada).

Para meia perna eu usei o aparelho com fio na velocidade 2. Como eu não fazia depilação com cera nas pernas há muito tempo senti um pouco mais de dor do que esperava. O contato do "pente" massageador com a pele realmente parece funcionar, então a posição do aparelho em relação á pele faz toda a diferença (aparelho a pouco menos de 90 graus, no sentido contrário do nascimento dos pêlos). Mas ainda assim não foi ruim e foi rápido. E o resultado foi muito bom.

Para virilha cavada eu usei o aparelho sem fio na velocidade 1. Confesso que estava com medo de começar, com medo da dor que poderia sentir, mas me surpreendi muito. Como eu já faço depilação com cera há mais de 10 anos não senti grandes incômodos. Aliás, a sensação (dor) não é muito diferente de uma pra outra. No início tentei usar a capa redutora mas não me adaptei muito bem, já que é uma região mais "cheia de curvas" e o acessório dificultava em vários momentos, mas ela deve ajudar muito quem não tem intimidade com depilações me geral. O mais difícil, na minha opinião, foi acompanhar o sentido de crescimento dos pêlos e manter a pele bem esticada (o que faz realmente doer bem menos). Mas em 20 minutos já tinha terminado, mesmo sem prática nenhuma, e o resultado ficou também muito bom.

Em ambos os casos eu precisei usar uma pinça para dar "acabamento". E usei um creme hidratante depois, já que a pele fica bem irritada, vermelha. Mas ainda assim Luva esfoliadorame pareceu que a pele fica menos irritada do que com as ceras (mais até do que a cera fria de mel, que já agride menos a pele do que a cera quente, e tem recuperação boa).

O uso da luva esfoliante ajuda mesmo a pele a se recuperar e não encravar pêlos. Ela é um pouco mais áspera que aquelas buchas naturais, de feira, então não é recomendado o uso imediatamente antes ou depois da depilação.

Limpeza

Após o uso a limpeza é bem fácil. Ele vem com um pincel para ajudar a remover os pêlos que ficam em baixo da cabeça depiladora e esta ainda pode ser retirada para ser lavada em água corrente. Tanto o desencaixe como o encaixe dela são super simples, tem apenas que retirar os acessórios antes de colocar em baixo da torneira (capa redutora e pente massageador). O fato de as pinças serem de cerâmica também facilitam a limpeza e evitam inflamações, já que não tem metal em contato com a pele.

Acessórios

Kit completo Satinelle Premium

A embalagem vem com:

- Aparelho com massageador de aloe e vera;

- Capa redutora;

- Necessaire de tecido metálico;

- Carregador;

- Pincel para limpeza;

- Luva esfoliante;

- Manual de instruções.

Conclusão

Estojo do Satinelle Premium

O aparelho é bem fácil de usar. A dor não é um bicho de sete cabeças – especialmente pra quem já faz uso da cera – com a vantagem da pele recuperar mais rápido e não manchar.

O acabamento não fica perfeito, mas quase.

A facilidade de poder se depilar em casa, na hora que for mais conveniente – sem ter que depender do horário comercial – é ótima, e ainda dá pra levá-lo em viagens e não passar sufoco.

E o custo-benefício é excelente já que, uma vez que o aparelho estiver pago o gasto com depilação acaba por definitivo.

Nota 9,5.

Spam via Gmail

Quem me conhece sabe que eu odeio spam. Raramente mando mensagens por email que não sejam pessoais. Pois nessa madrugada invadiram minha conta no Gmail (e.colepicolo) e mandaram spam usando meu email para todos os meus muitos contatos. Isso causou o bloqueio da minha conta (por ter mandado mais de 500 mensagens suspeitas) e um mega inconveniente.

Se você recebeu um email meu esquisito, em inglês, chamado “a good website”, apague, por favor.

Quando eu tiver novidades, eu aviso.

Obrigada.

Pega Leve

Outro dia, sem querer, vi no balcão da Casa do Plástico (ou Rei do Plástico, eu nunca me lembro… ali na rua Buenos aires, no centro do Rio, sabe?) um objeto esquisitíssimo. Demorei pra entender o que era, mas quando a ficha caiu achei genial: Pega Leve – um porta-sacolas plásticas.

Nada mais é do que uma peça de plástico, com uma abertura no meio, por onde você passa as alças das sacolas. Isso faz com que o peso dissipe, seus dedos não fiquem “enforcados” e você tenha mais mobilidade para carregá-las, já que dá pra colocar todas no chão de uma vez só e depois retomá-las sem precisar caçar todas as alças de novo.

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Eu comprei dois (um pra cada mão) por R$ 0,70 cada. São pequenos, então dá pra deixar na bolsa ou na mochila (pra usar naquela compra inesperada, antes de ir pra casa – porque, pra supermercado, o ideal é sacola de nylon retornável, né?) e muito fáceis de usar. É uma mão na roda, pode ter certeza!

Eu já…

Vi isso no blog da e, apesar de ser uma dessas bobagens que não leva ninguém a lugar nenhum, deu uma vontade de fazer…

É no estilo do filme “Antes de Partir” (algum americano que fez):

1. Criou seu próprio blog.
2. Dormiu sob as estrelas. (já acampei algumas vezes e já dormi no gramado)
3. Tocou numa banda. (eu tive uma banda na adolescência)
4. Visitou o Havaí.
5. Viu uma chuva de meteoros. (vi uma série de estrelas-cadentes no Petar – é a mesma coisa?)
6. Doou mais do que podia pra caridade.
7. Foi para a Disneylândia.
8. Escalou uma montanha.
9. Segurou um louva-deus. (já segurei um mede-mede, serve? e um bicho-pau?)
10. Cantou solo. (canto todos os finais de semana, no teatro)
11. Pulou de bungee jump. (morro de vontade!)
12. Visitou Paris. (é linda!)
13. Viu uma tempestade de raios no mar. (aqui no Rio e em São Sebastião)
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho. (pintura com pastel seco)
15. Adotou uma criança.
16. Teve infecção alimentar. (parei de comer japa por causa disso.)
17. Visitou a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor. (o Cristo eu vejo todos os dias da janela da sala…)
18. Cultivou seus próprios vegetais. (a gente tinha horta no sítio e eu ajudava minha mãe)
19. Viu a Monalisa na França. (e ela é realmente impressionante!)
20. Dormiu num trem-leito. (eu viajei em um, na Alemanha, mas não dormi.)
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona. (pedia muita carona em São Sebastião…)
23. Faltou por estar doente quando não estava. (um clássico!)
24. Construiu um forte de neve.
25. Segurou um carneiro.
26. Mergulhou pelado. (já fui em praia naturista)
27. Correu uma maratona. (morro de inveja de quem corre)
28. Se escondeu em uma gôndola em Veneza.
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol. (muitos!)
31. Fez um home-run. (no Wii serve?)
32. Esteve em um cruzeiro. (num cruzeiro não, mas num petroleiro já!)
33. Viu as Niagara Falls ao vivo.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram. (essa eu quero muito fazer)
35. Viu uma comunidade Amish. (isso no interior do Brasil tem muito: caipira. :P)
36. Aprendeu uma língua nova sozinha.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre Inclinada de Pisa.
39. Escalou nas rochas. (na praia, fiz até luau em cima do Costão de Itaquatiara, em Niterói)
40. Viu “David” de Michelangelo. (mas vi o cofrinho da Vênus de Milo, no Louvre)
41. Cantou karaokê. (tenho em casa)
42. Viu um géiser em erupção.
43. Pagou uma refeição para um estranho.
44. Visitou a África
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado. (desenhado)
48. Pescou no alto-mar.
49. Viu a Capela Sistina.
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris. (preferi a vista da Tour Montparnasse)
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama. (muito!)
54. Foi à um cinema drive-in.
55. Foi ao cinema.
56. Visitou a Muralha da China.
57. Abriu seu próprio negócio. (não tenho CNPJ, mas Acervo em Casa é a MINHA empresa!)
58. Teve aula de artes marciais. (Krav Magá)
59. Visitou a Rússia.
60. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
61. Vendeu biscoitos de escoteiras.
62. Admirou as baleias. (antigamente tinha show de baleias no Playcenter)
63. Ganhou flores sem motivo. (meu marido é expert nisso)
64. Doou sangue. (eu queria, mas a enfermeira não deixou…)
65. Pulou de pára-quedas. (quero muito!)
66. Visitou um campo de concentração nazista.
67. Teve um cheque devolvido.
69. Salvou um brinquedo de infância. (tenho um ursinho que tem 23 anos)
70. Visitou o Lincoln Memorial.
71. Comeu caviar. (não é nada demais)
72. Fez um quilt.
73. Foi até Times Square.
74. Conheceu os Everglades.
75. Foi demitido.
76. Assistiu a mudança de guardas em Londres. (assisti a mudança da guarda do Castelo de Praga, serve?)
77. Quebrou um osso.
78. Andou em uma motocicleta de corrida.
79. Viu Grand Canyon ao vivo.
80. Publicou um livro.
81. Vistou o Vaticano.
82. Comprou um carro zero.
83. Andou em Jerusalém.
84. Teve uma foto sua no jornal.
85. Leu a Bíblia inteira. (essa eu provavelmente nunca vou fazer)
86. Visitou a Casa Branca.
87. Matou e preparou um animal para comer. (peixe)
88. Teve catapora. (não lembro…)
89. Salvou a vida de alguém. (uma amiga com crise séria de asma, que tava sem a bombinha)
90. Participou de um júri.
91. Conheceu alguém famoso.
92. Participou de um clube do livro.
93. Perdeu um ente querido.
94. Teve um bebê.
95. Viu o Alamo ao vivo.
96. Nadou no Great Salt Lake.
97. Processou alguém ou foi processado.
98. Teve um celular.
99. Foi picado por uma abelha.
100. Foi ao Canal do Panamá.

Vou te dizer que qualquer hora vou fazer outra dessa mas com as coisas que eu quero de verdade.

Um Lobo Nada Mau

Quarto_2

Re-estreou nesse final de semana (16 de maio) o musical infantil “UM LOBO NADA MAU”, de Roberto Athayde, no Teatro do Shopping Fashion Mall (e adivinha quem está no elenco?).

A peça é sobre uma garotinha que, após ficar no quarto escuro com os bichos malvados imaginários como castigo por ter beijado o focinho de seu cachorro, é salva por uma fada moderna que a leva para conhecer como são os bichos de verdade, livres, do Pantanal.

A direção é da Marília Pera e o elenco é formado por Ricardo Graça Mello, Maria Lucia Priolli, Roberta Rique, Claudio Gardin, Tatiana Athie, Elisa Colepicolo (!), Rafael Durand, Celio Rentroya, entre outros.

Arrume uma criança pra levar como desculpa e vá se divertir! ;)

Quarto Escuro_3

(Nas fotos: Ricardo e Roberta; Tatiana e eu)

 

 

UM LOBO NADA MAU

De Roberto Athayde

Direção Marília Pera

Teatro do Shopping Fashion Mall – São Conrado – Rio de Janeiro

Sábados, Domingos e Feriados – 17h.

Windows Live One Care

Se você usa MSN Messenger e Orkut é bem provável que já tenha pego um daqueles vírus insuportáveis que mandam mensagens, sem que você saiba, para todos os seus contatos. E se já pegou, deve saber bem o quão resistentes aos anti-vírus eles são. Eu, mesmo com o AVG 8 atualizado diariamente e o Spybot fazendo varreduras constantes, não conseguia de jeito nenhum me livrar de um desses  malditos que me veio via MSN Messenger.

Foi quando eu descobri o Windows Live One Care.

Windows Live One Care é uma varredura disponibilizada gratuitamente pela Microsoft para todos os tipos de Windows. Ele faz proteção, limpeza e ajustes -  verifica e remove vírus, limpa o lixo em seu disco rígido e melhora o desempenho do seu PC. E assim manda embora os vírus mais resistentes, daqueles que passam brincando pelos anti-vírus padrão.

O melhor é que não é preciso instalar nada: você entra na página, clica em “verificação completa” e ele faz o resto. E ainda tem a possibilidade de escolher se quer fazer a verificação completa, só a proteção, a limpeza ou os ajustes. O único detalhe é que ele só funciona no navegador Internet Explorer.

Se prepare pois a varredura demora, mas vale a pena.

Ai, meu coração!…

Outro dia vi na tevê a atriz Renata Dominguez dizendo que teve síndrome do pânico, fez tratamento (medicamentos e terapia) e que – ainda bem – tinha se curado. Mas o que me chamou atenção foi ela contando como tudo começou: taquicardia.

Lembrei imediatamente do meu cardiologista, Dr. Wellington Ferreira. Por que eu tenho um cardiologista? Exatamente porque eu comecei a sentir umas taquicardias diferentes, como se o coração batesse na garganta. Fora minha pressão que é naturalmente baixa, e uma série de sensações de cansaço e indisposição que eu sentia.

Fiz um eletro e ele me mandou fazer um teste ergométrico (aquele de correr na esteira) e um ecocardiograma. O primeiro não deu nada, o segundo também não. Mas o eco!… Bingo! Eu tenho prolapso da válvula mitral e insuficiência valvular leve.

É meio assustador saber que se tem algo no coração, mas o médico tratou de me acalmar: nada mais é do que uma imperfeição em uma das válvulas do meu coração que faz com que ela não se feche corretamente e passe um pouco de sangue quando ela deveria estar fechada. Nasci com isso, vou morrer com isso mas não vou morrer disso. E o médico falou que essa coisa toda que eu sentia era exatamente por causa do tal prolapso – que é muito mais comum do que a gente imagina.

Tente imaginar uma mulher branca, magra, ansiosa demais, irritadiça? Ela provavelmente tem prolapso. Acredite se quiser.

As consequências disso são quase nulas, a pessoa só tem que aprender que o ritmo dela para esforços físicos é diferente do das outras pessoas e que, de vez em quando, ela pode ter taquicardias. E aí é que entra o link com o primeiro parágrafo: como é o biotipo da atriz comentada mesmo?…

Ele disse que é comum pessoas com prolapso desenvolverem síndrome do pânico porque confundem a taquicardia da doença com a sensação de medo. Especialmente as pessoas que não sabem que tem prolapso, acham que estão em perigo por não saberem que o coração delas é que não está funcionando direito. Ou seja, é alarme falso e a cabeça nessas horas faz toda a diferença: se a pessoa sabe que a taquicardia está relacionada com o problema no coração só tem que controlar a cabeça pra não se deixar cair na arapuca do medo. E, te garanto, que ajuda muito.

Por que eu tou contando tudo isso? Eu não sou médica, tou longe disso, mas depois da tal entrevista fiquei pensando quantas pessoas poderiam poupar dinheiro, qualidade de vida e tempo (fora não ter que tomar os viciantes remédios tarja preta), se essa informação fosse mais divulgada? Talvez a Renata Dominguez tenha apenas prolapso e a síndrome do pânico seja só consequência de como a cabeça dela tenha interpretado as taquicardias. Vai saber?

Moral da história: tá com taquicardia? Vá a um cardiologista antes de ir ao psiquiatra. Pra mim funcionou.

Etna

Eu sempre adorei decoração. Sempre, desde criança. Minha mãe comprava revistas e eu ficava folheando, vendo aquele monte de casa diferentes, lindas. E, de vez em quando, a gente ia ao Lar Center, em São Paulo, olhar a Tok & Stok. Só olhar, porque ela era muito cara pros nossos padrões. E era tudo tão lindo…

Já no Rio, meu primeiro salário (de estagiária ainda) eu usei pra comprar uma cama de casal estilo japa, da Tok & Stok. Ela era linda, cara, mas necessária no meu apartamentinho pequeno e charmoso na Glória. Mas foi só isso que eu comprei durante um bom tempo.

Aí, há um pouco mais de um ano, minha irmã me contou de uma outra loja – a Etna -, no mesmo estilo (móveis e objetos estilosos, de design funcionais  e “simples”) que tinha aberto em São Paulo. E melhor, mais barata.

Obviamente eu e meu marido gastamos uma grana lá já que estávamos justamente montando nosso apartamento. Mas não deu pra comprar muita coisa já que a loja ficava em São Paulo e nós, no Rio.

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Mas… não é que abriu – não faz muito tempo – na Av. Ayrton Senna, na Barra, uma loja enorme e linda da Etna? São móveis, tapeçaria, cama-mesa-e-banho, utensílios, iluminação, objetos de decoração… tudo pra quem gosta de uma casa de revista!

Vale a pena dar um pulo lá (mas cuidado com as tentações)!

(e uma dica: se você for na hora do almoço, eles têm um restaurante ótimo – e barato)

Cheira a espírito adolescente

Quando eu entrei na adolescência o Nirvana entrou na minha vida. Inicialmente por culpa da MTV, claro – a grande responsável nos anos 90 pela educação musical da galera. Mas eu fiquei tão fã de Nirvana que fui muito, mas muito além do que a MTV podia me dar.

Na época ainda do Nevermind fui atrás do primeiro disco da banda, Bleach, praticamente desconhecido do grande público. E ia completando a coleção imediatamente enquanto os discos iam saindo. Logo, tenho Incesticide, por exemplo, em vinil, e mais um monte de shows da banda ao redor do mundo -  gravados em k7 por um amigo que trabalhava numa loja da Galeria do Rock – dos trocentos CDs alternativos (pra não dizer “piratas”, a maioria italiano) que apareciam por lá. Alguns desses CDs eu consegui comprar, como um box de 3 CDs e um livro, recheados de versões e fotos raras. Além do single de Smells Like Teen Spirit, trazido dos Estados Unidos pelo então namorado da minha irmã que sabia da minha coleção (e que numa outra viagem me trouxe o primeiro single da banda recém-formada de David Grohl, um então desconhecido Foo Fighters).

Mas minha coleção não se limitava a discos. Comecei, de repente, a colecionar reportagens e recortes, dos mais variados. Tinha desde a manchete do finado “Notícias Populares” alardando o suicídio de Kurt Cobain até a segunda revista “Rolling Stones”, cuja capa era um contraponto da primeira, com o trio vestido de terno e gravata. Tudo o que eu achava ia guardando, até que completei duas pastas-fichário grandes.

E foi então que eu parei. Parei porque não tinha mais Nirvana. Porque não tinha mais por que continuar colecionando o que não sairia mais. Porque aquela rebeldia grunge, que pautou toda a minha adolescência, uma hora se transformou de outra coisa – nem sei dizer exatamente em quê – e, quando eu vi, não usava mais cabelo raspado nem roupas rasgadas. E as pastas foram pro armário e os discos, que não saiam do rádio, foram pra prateleira.

Mas percebo que, por mais que eu tenha “parado” com Nirvana na minha vida, ele foi realmente importante pra mim. Porque eu era uma garota tímida, da periferia, que não sabia se expressar, que passava pela fase mais conturbada da vida de todo mundo – a adolescência – sem me encaixar em grupo nenhum, sem ser a melhor nem a mais bonita ou a mais inteligente. E acredito que, pra toda a geração anos 90, era isso que o Nirvana representava: até o que não se encaixa tem o seu lugar.

Gostos à parte, Nirvana foi um marco. O Grunge foi um marco. E quem não entende isso não entede os anos 90.

Faz parte do jogo

Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, eu estava na Europa. Pra todo lado o que se via era a euforia dos fãs do futebol e, especialmente, a esperança na seleção brasileira. Camisetas do Ronaldinho Gaúcho eram as mais comuns vestindo gringos de todas as partes do mundo.

Nos primeiros jogos eu estava em Praga e, pra comemorar sua primeira participação em uma Copa, o Governo instalou um telão bem na praça principal da cidade velha, onde todos os torcedores se reuniam para ver os jogos, sentados no chão. E o que mais me chamou atenção foi o clima de paz entre as torcidas. Respeitoso mesmo. Porque, no final do jogo, rivalidades à parte, todo mundo é torcedor, certo?

Foi por isso que nunca mais esqueci o comercial da Carlsberg, cerveja dinamarquesa vendida em toda a Europa, que foi veiculado na época. O tema – “Carlsberg: part of the game” – tem tudo a ver com esse clima de “no final somos todos iguais” e, pra quem gosta de diversidades culturais, é um barato pra comparar.

(E só dá pra ter certeza que os caras não tão enrolando a língua e falando qualquer bobagem porque tem um brasileiro ali, falando português, senão eu ia jurar que era mentira!)

Rap 10

Quando eu fui morar sozinha eu descobri a pizza de frigideira (uma massa de pizza bem fininha que você coloca numa frigideira com molho e coberturas, tampa – pra derreter o queijo – e em 5 minutos ela está pronta e crocante). Comi muito disso, mas um dia enjoou – acho que por ser sempre pizza.

Aí, um dia, minha mãe comentou comigo de um pão de frigideira, mas foi um amigo quem me apresentou de verdade a novidade, me dando um pacote.

Rap10

O Rap 10 é um pão fininho (mistura de pão árabe com indiano), que pode ser comido “cru” ou frito, com o recheio que você preferir. Lembra muito a pizza de frigideira – até porque depois de quente fica bem crocante e saboroso – mas a vantagem é que é pão, então não depende de molho e queijo (o que é ótimo pra quem tem restrições alimentares, como eu).

O fabricante (Pullman) disponibiliza o Rap 10 na versão normal e na light – com 50% menos gordura – e um site com dicas e receitas bem fáceis e interessantes.

Custa aproximadamente R$ 4,35 o pacote e pode ser encontrado em qualquer supermercado e em algumas padarias.

Prove, invente uma receita e depois me conta, tá?

Extreme Makeover

Tou querendo ficar ruiva. Ruiva, ruiva mesmo. Tipo cabelo cor de cobre, entre o loiro e o vermelho. Eu sei que não vai ficar estranho porque meus primos são ruivos e eu sou branca com sardinhas – típico de quem nasce com as madeixas cor-de-fogo.

Aí, pra testar, fui num desses sites (existem milhões deles hoje em dia) onde você pode testar como ficam cortes e cores na sua carinha linda. Claro que são cabelos produzidos (neste caso, de "estrelas de Hollywood"), então não é o look que vai ser no dia-a-dia, mas dá pra ter uma boa idéia. Eu gostei. E se duvidar, ainda essa semana, posto uma foto de verdade, sem montagem. Será?

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01/abr (não é mentira)

Tou desistindo da transformação – é que sai muito caro fazer esse tipo de coisa e, pior ainda, manter. Num outro momento, quando eu estiver mais “abastada”, ou arrumar uma amiga cabeleireira, eu faço. Sem dó.

In memoriam

Acabei de descobrir que meu primeiro blog, o Efeitos Colaterais, (inativo há séculos, obviamente) foi tirado do ar pelo Terra. Uma pena. Não que eu fosse postar lá novamente – o passado passou – mas era legal saber que ele estava ali, como um fóssil de dinossauro. Meu dinossauro pessoal.

Que descanse em paz.

Evoluindo ou Sinal dos tempos

Eu não tenho o hábito de falar de religião. Porque religião é igual futebol: cada um tem uma opinião e geralmente não está disposto a mudar. E até porque eu sou uma grande curiosa sobre religião: é só er alguém explicando uma doutrina ou ver uma porta de templo aberta que eu páro pra conhecer. Já fui em Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Católica Ortodoxa, Igreja Protestante, Igreja Presbiteriana, Igreja Evangélica, Templo Hare Krshna, Templo Budista, Mesquita, Encontro Espírita, Soka Gakkai. Ainda quero ir numa Sinagoga (precisa ser convidado), num terreiro de Umbanda e num de Candomblé. Enfim, tolerância religiosa é o que há. Ou melhor, tolerância é o que há.

E foi bem por isso que eu adorei quando recebi por email o texto abaixo. Mais do que sobre religião, ele é sobre tolerância e evolução da humanidade. Segue:

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DÚVIDAS BÍBLICAS

Laura Schlessinger é uma conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos.
Ela tem um desses programas interativos que dá respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone.
Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18:22.
Um ouvinte então escreveu-lhe uma carta que segue abaixo:
“Querida Dra. Laura:
Muito obrigado por se esforçar tanto para educar as pessoas segundo a Lei de Deus.
Eu mesmo tenho aprendido muito no seu programa de rádio e desejo compartilhar meus conhecimentos com o maior número de pessoas possível.
Por exemplo, quando alguém se põe a defender o estilo homossexual de vida eu me limito a lembrar-lhe que o livro de Levítico, no capítulo 18, verso 22, estabelece claramente que a homossexualidade é uma abominação.
E ponto final.
Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas concretamente e sobre a forma de cumpri-las:
1) Gostaria de vender minha filha como serva, tal como indica o livro de Êxodo, 21:7.
Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?
2) O livro de Levítico 25:44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto?
Por que não posso possuir escravos canadenses?
3) Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual ( Lev. 18:19, 20:18 etc. ).
O problema que se coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.
4) Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35:2 claramente estabelece que quem trabalha nos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira, aliviar-me dessa obrigação aborrecida?
5) No livro de Levítico 21:18-21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de Deus? Será que se pode abrandar um pouco essa exigência?
6) A maioria dos meus amigos homens tem o cabelo bem cortado, muito embora isto esteja claramente proibido em Levítico 19:27.
Como é que eles devem morrer?
7) Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que quem tocar a pele de um porco morto fica impuro.
Acontece que eu jogo futebol americano, cujas bolas são feitas com pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se eu usar luvas?
8) Meu tio tem uma granja. Ele deixa de cumprir o que diz Levítico 19:19, pois planta dois tipos diferentes de sementes no mesmo campo, e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes, a saber, algodão e poliéster. Além disso, ele passa o dia proferindo blasfêmias e se maldizendo. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-lo? Não poderíamos adotar um procedimento mais simples, qual seja o de queimá-lo numa reunião privada, como se faz com um homem que dorme com a sua sogra, ou uma mulher que dorme com o seu sogro (Levítico 20:14)?
Sei que a senhora estudou estes assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda.
Obrigado novamente por recordar-nos que a Palavra de Deus é eterna e imutável.”

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Aos religiosos (Cristãos, provavelmente) estressadinhos de plantão, já aviso: comentários agressivos vão ser excluídos. Então espero que você tire algo bom desse texto.

Motorola Q11 x Nokia E71

Já escrevi o review do Motorola Q11 que a Claro me deu de presente mês passado. Mas não contei que a Claro deu de presente pro meu marido o Nokia E71. Fiquei pensando e achei interessante postar um pequeno comparativo dos aparelhos (pequeno porque, apesar de eu ter lido todo o manual do E71 e configurado o bichinho, não sou eu quem o usa todos os dias).

Então lá vamos nós:

Visual

O Motorola Q11 é moderninho, emborrachado, mais leve e maior que o Nokia E71, que é mais formal, metalizado, vem com capa de couro forrada de feltro e possui uma tira de couro linda de segurança que vai na base do celular, e não no topo, e dá mais segurança pra ele não cair nem ser roubado enquanto você fala. O visor de ambos tem tamanhos parecidos, mas o do Q11 é um pouco maior pelo aparelho ser maior. A mesma coisa em relação ao teclado. A disposição das teclas numéricas no teclado do Q11 é mais intuitiva do que a do E71. A lente da câmera de ambos é bem pequena, e o E71 conta com um “mini-espelho” pra auxiliar em fotos auto-retrato. O slot para cartão do Q11 fica ao lado do cartão SIM (a bateria tem que sair para o cartão ser removido), já no E71 o slot fica na lateral do aparelho, o que facilita muito sua retirada e leitura de cartões alheios, como de câmeras digitais (para envio de fotos, por exemplo).

Recursos e Funcionalidades

O Motorola Q11 tem sistema operacional Windows Mobile 6.1 enquanto o Nokia E71 roda Symbian. Os menus do Q11 são mais intuitivos e práticos, mas o E71 é mais rápido no processamento das atividades. Os aplicativos do Q11 são padrão Windows, enquanto o E71 tem recursos específicos, mas é aberto para instalação de aplicativos alheios, como o MSN Messenger, por exemplo. Ambos possuem aplicativos funcionais como calculadora, agenda, conversor, alarme, etc, sendo que no Q11 essas funções ficam mais acessíveis.

O E71 não possui nenhum tipo de jogo e suas personalizações são bem restritas (não dá, por exemplo, pra alterar a cor da fonte da tela inicial onde fica o relógio, então só dá pra usar papéis de parede de cor clara). O Q11 vem com os jogos bubble braker e paciência, e tem uma personalização ampla, apesar de não ser possível reordenar os ícones do menu iniciar.

O E71 é um aparelho 3G, mas também funciona no sistema Edge, enquanto o Q11 funciona apenas no Edge. Ambos funcionam bem em Wi-fi e Bluetooth, sendo que o E71 possui também Infra-vermelho.

O menu da página principal do Q11 não pode ser alterado, enquanto no E71 você pode escolher os atalhos dos aplicativos que usa mais. O relógio e os aplicativos da página principal do Q11 ficam mais visíveis do que os do E71. Os aplicativos usados no Q11 ficam abertos esperando finalização pelo gerenciador de tarefas mas, mesmo se não finalizado, uma vez encerrado ele não fica “no caminho”. No E71, os aplicativos podem ser finalizados apertando a tecla “home” por alguns segundos, mas alguns finalizam realmente quando encerrados (o que nem sempre é bom, já que você pode ter sido interrompido por uma ligação, por exemplo). O tecla menu do E71 remete à última pasta utilizada enquanto a do Q11 geralmente remete ao menu iniciar – você pode escolher a opção de direcionamento para os úlimos aplicativos utilizados.

Ambos possuem câmera de 3.0 megapixels, mas a do Q11 não chega aos pés da qualidade de imagem e de recursos do E71. Foto tirada, o E71 ainda dá a opção ainda na tela de enviar a foto imediatamente.

As caixas de som de ambos funcionam bem, os music players também, e ambos vêm com fones de ouvido com microfone, sendo que o E71 é plug mini (como de Iphone) enquanto o Q11 é plug padrão.

Bateria

A bateria do Q11 é surpreendente e dura tranquilamente 3 dias em uso normal, dois em uso intenso e 1 se o windows media player ficar ligado por muito tempo. O E71 consome mais bateria que o Q11, mas ainda sim seu tempo de duração é longo e seu carregamento rápido.

Acessórios

O Q11 vem com:

- Carregador de parede;

- Carregador veicular;

- Cabo mini USB;

- Cartão Micro SD de 1Gb;

- Fone de ouvido com microfone;

- Software para instalação.

O E71 vem com:

- Carregador de parede;

- Cabo mini USB;

- Cartão Micro SD de 2Gb;

- Fone de ouvido com microfone;

- Software para instalação.

Conclusão

Os aparelhos têm perfil distintos: o Nokia mais formal e o Motorola mais moderno, então, apesar de recursos parecidos, são aparelhos para públicos diferentes. Isso sem contar com o uso ou não da tecnologia 3G. Na balança, um perde aqui, outro ali, e os dois ficam numa média de 8,5 e valem muito a pena.

(Estou muito feliz com meu Q11 e meu marido com o E71 dele – encaixaram bem com nosso perfil. Foram ótimas aquisições.)

Provas do crime

Pra ninguém dizer que é implicância minha, aí estão as fotos da rua Humaitá e seus entornos ontem:

Cruzamento da Macedo Sobrinho com a Humaitá - note que a faixa reversível está vazia enquanto as duas sentido Botafogo estão paradas.

Cruzamento da Macedo Sobrinho com a Humaitá - note que a faixa reversível está vazia enquanto as duas sentido Botafogo estão paradas.

Esquina da Macedo Sobrinho com a Visconde Silva - parada, como sempre.

Esquina da Macedo Sobrinho com a Visconde Silva - parada, como sempre.

Esquina da Visconde Silva com a Humaitá bem no final da faixa, em frente à Miguel Pereira - note que a faixa está vazia (a não ser pelo táxi que atropelou um pedestre)

Esquina da Visconde Silva com a Humaitá (parada) bem no final da faixa, em frente à Miguel Pereira - note que a faixa está vazia (a não ser pela ambulância e pelo táxi que atropelou um pedestre)

Faixa no Humaitá pra quê?

Remendo

Hoje a CET-Rio botou pra funcionar a nova faixa reversível da cidade, na Rua Humaitá. Ela começa na altura do Largo dos Leões, na Rua São Clemente, e vai até a rua Humaitá na altura da rua Miguel Pereira – sentido Jd. Botânico. Segundo eles, a reversão foi planejada para desafogar o congestionamento da rua São Clemente no horário do rush (das 17h às 20h).

Obviamente não foi isso o que aconteceu.

Quem mora ou conhece um pouquinho mais o bairro do Humaitá sabe que ela sofre dois estreitamentos críticos: um no final da rua São Clemente, quando ela vira rua Humaitá (que é bem onde congestiona); e outro na bifurcação da rua Humaitá com Visconde Silva, onde o trânsito da Lagoa, Jd. Botânico, Rebouças e Fonte da Saudade desembocam para distribuir motoristas que vão pra Botafogo tanto pela rua Voluntários da Pátria como pela rua Visconde Silva. E é exatamente aí que está o erro da CET-Rio: acreditar que esse trânsito, que vem de quatro vias diferentes, é menos intenso que o da São Clemente.

Foi exatamente o que aconteceu hoje, logo no primeiro dia de aplicação da faixa reversível. Congestionamentos enormes nas quatro vias que desembocam na rua Humaitá, já que esta afunilou nesse sentido (Lagoa-Botafogo) para apenas duas faixas. Fora um atropelamento justamente na faixa reversível.

A CET-Rio alega que os carros que seguem para Botafogo devem desviar para a rua Visconde Silva. Mas esquecem que a continuação dela, a rua Pinheiro Guimarães, também sofre neste horário devido a saída do túnel velho de Copacabana e ao acesso à rua Mena Barreto pela rua São João Batista, ali logo em frente ao cemitério.

Fica claro com isso que a Prefeitura está apenas tapando o sol com a peneira, já que não há outra saída para o bairro de Botafogo que não seja a melhoria dos transportes públicos, em especial a tão prometida linha de metrô Botafogo-Gávea – que, aparentemente, foi riscada dos planos da cidade.

Enquanto isso a gente torce para que a CET-Rio perceba o grande erro que cometeu e acabe com esse nó que eles criaram na rua Humaitá.

O caos do Humaitá

O caos do Humaitá

No mapa:

em azul – o trânsito sentido rebouças que levou à faixa reversiva;

em vermelho – a tal faixa reversiva;

em laranja – o congestionamento gerado pela tal da reversão.

Jogos para smartphone

Não sei se é geral, mas pro Motorola Q11 a Claro não dá opções de download de jogos. Vai, até dá: dois. E eu louca pra ter bejeweled no bichinho e ele custa… 24 reais! A-hã.

Vou ter que continuar com o paciência.

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Quem?

Elisa Colepicolo, ou Lili, é blogueira desde 2003, faz de tudo um pouco mas dificilmente o que não gosta. Chegada em arte, cultura inútil e viagens. Casada, entusiasta e feliz.

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