Apps para Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro

Como comentei na avaliação do Xperia X10 Mini Pro, nesse post aqui, o Google Android tem a facilidade dos Apps, aplicativos que podem ser baixados pelo Android Market e instalados no celular.

São muitos, de todos os tipos e preços. Jogos, ferramentas, gerenciadores. Gratuitos e pagos. Alguns são bobagens geniais, outros deixam muito a desejar. Como descobrir? Ler os comentários antes de baixar ajuda, mas nem todos tem comentários e às vezes eles se comportam diferente em diferentes aparelhos que rodam o Android. Aí partimos para a versão demo. Se funcionar bem e for interessante, fica. Se não pode ser desinstalado tanto em “configurações > aplicativos” como na própria página do Market, em “downloads”.

O que vale a pena? Bom, alguns achados na minha opinião:

Vignette

Sabe a câmera que vem no celular? Esquece ela. O Vignette tem todos os recursos que a câmera oficial devia ter. Desde controles básicos como ativar macro ou autofoco, configuração de resolução e nitidez (0.3, 1.3 e 5.0mp; low, normal, fine e superfine) até tratamentos de imagem, como bordas tipo polaroid e acabamentos de câmeras antigas de rolo (o resultado do modo Ilford, por exemplo, é o que todo preto e branco deveria ser). Vale a pena a versão paga.

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Photoshop Express

Quer editar uma foto antes de enviar por email ou mms? Cortar, alterar cor, bordas, alinhamento, rotação… O Photoshop faz tudo isso. Bem e de graça.

Carango

Não sei quanto a você, mas eu nunca lembro quanto tempo faz que eu troquei o oléo do carro. Também não faço idéia quanto gasto por mês de combustível, nem por ano com manutenção. Mas inventaram o Carango, um app para controle de gastos com o carro que é fácil de mexer e funciona que é uma maravilha.

Dá pra controlar os abastecimentos, trocas de óleo, manutenções e o seguro, e ele ainda te dá relatórios mensais, trimestrais, semestrais e anuais de tudo isso. Uma mão na roda.

Documents to Go

Na versão gratuita é possível ler arquivos do Microsoft Office (Word, Excel e Power Point) e ainda arquivos PDF. Na versão paga pode-se também editá-los. Aceita inclusive as versões mais recentes (.xlsx e .docx), possui zoom disponível por um toque na tela, recursos práticos e fáceis de acionar, alguns deles apenas mantendo o aperto na tela por um tempo um pouco maior (copiar e colar, por exemplo).

Não espere todos os recursos do software original pois seria inviável, mas quebra um galhão.

App Protect

Proteja seu telefone com senhas numéricas ou sequenciais (ligue pontos na sequência certa para destravar).

Pode ser utilizado para o aparelho todo ou apenas para aplicativos escolhidos. Ótimo para proteger contas de email ou anotações pessoais.

A versão gratuita é pra teste (eles mal informam isso) e dura pouco. A versão completa não é cara e dependendo do seu grau de necessidade de sigilo, vale a pena.

Bluetooth File Transfer

Uma espécie de gerenciador de arquivos para facilitar transferir arquivos via bluetooth. Por ele você pode encontrar o arquivo que quer mandar dentro do seu aparelho ou cartão de memória, ou pode localizar dentro do dispositivo pareado o que é que você quer puxar pra você.

Lost Phone

Perdeu seu celular? Mande um sms para ele com um código definido por você que ele altera imediatamente o modo de campainha para o mais alto e toca para você encontrá-lo enquanto exibe na tela uma mensagem personalizada contendo seus dados para contato.

Ele foi roubado? Mande outro sms com o código designado para roubo e ele avisa um contato escolhido por você se alguém tentar usá-lo sem destravá-lo com sua senha.

Tape Ruler

Com certeza você já precisou medir alguma coisa enquanto estava fora de casa e não tinha aonde arrumar uma régua. Com esse app, basta posicioná-lo em cima do que você quer medir, posicionar o dedo sobre a régua (no início no 5cm) e arrastar o aparelho – e repetir a operação até você chegar ao tamanho desejado.

Difícil ser preciso, mas pra quem não tem régua é quase perfeito!

Bubble

Sabe aquele nível que a gente usa quando quer verificar se colocamos um quadro alinhado corretamente? Aquele de aguinha colorida com uma bolha de ar? Pois você pode carregar um pra onde for. E de graça.

Radardroid

Quer dirigir sem medo de tomar multa? Baixe esse app, mantenha o gps ligado e ele te avisa (em português!) quando o próximo radar se aproximar.

Luz

Transforme o flash do seu celular numa excelente lanterna. Para desativá-la temporariamente basta um toque na tela. A mesma coisa para reatiá-la. (O LED do flash é mais forte do que você imagina.)

Google Sky

Esse é puro deslumbramento. Ache todas as estrelas, planetas e constelações. Pra onde o celular estiver apontado ele acusa o que tem a frente, inclusive se você apontar para o chão (a terra é redonda, lembra?)

Ainda possui um banco de imagens lindíssimo do espaço feitas pela NASA, as quais ele te ajuda a localizar fácil-fácil.

Angry Birds e Angry Birds Seasons

Um bando de porquinhos malvados roubaram os ovos de um grupo de passarinhos e se esconderam. Você tem que arremessar os passarinhos raivosos e derrubar a casa dos porquinhos, fase por fase, aniquilando todos, para recuperar os ovos.

O gráfico e o som são lindos e impecáveis. Possui muitas e muitas fases e ainda a opção Seasons (agora na neve) que precisa de conexão mas traz ainda mais fases e desafios novos.

Parece fácil mas algumas às vezes parece impossível.

4 Teh Birds

Uma espécie de Tetris mas com passarinhos que caem em trios. Basta juntar três da mesma cor que eles se libertam e voam.

Segue a linha do Angry Birds nos gráficos e sons fofos e divertidos. Possui diferentes graus de dificuldade e tipos de jogos.

aTilt 3D Lab

Lembra daquelas caixinhas de madeira com um labirinto aonde uma bolinha de metal devia atravessar sem cair nos buracos do caminho, sendo controlada apenas pela inclinação da caixa? Pois essa versão gratuita é excelente nos gráficos, nos sons e nas fases.

BackGammom

Pra quem gosta de gamão, esse aqui é um prato cheio.

Alchemy

Esse me parece impossível de terminar. É uma espécie de jogo de lógica: você começa com ar, terra, fogo e água e, misturando os elementos de dois em dois vai descobrindo outros novos para serem misturados.

Algumas misturar são óbvias, outras totalmente bizarras. Segundo o jogo, são 330. Tou na 180, travada, há um bom tempo.

Esses são só alguns. Agora é com você. Explore o Market! E se achar algo indispensável não esqueça de avisar!

Review: Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro

Há dois meses, mais uma vez, a Claro me ligou oferecendo um aparelho novo (eu e meu marido somos ótimos clientes… rsrsrs…). De início recusei, já que tava bem feliz com meu Motorola Q11 (aquele que eu avaliei neste review aqui). Mas aí veio aquele pensamento terrível: “qual aparelho eu pegaria?”. Pronto. O bichinho mordeu e eu acabei investigando e decidindo pelo Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro. Decidi só na loja, porque ainda tava em dúvida entre três modelos:

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- O Xperia X10 Mini. Que foi descartado porque a tela é pequena e não tem teclado qwerty – nem virtual.

- O Sony Ericsson Vivaz. Que tem câmera de 8.0 mpx, fotografa e filma HD mas tem sistema operacional Symbian, que é o mesmo da Nokia e eu, particularmente, não gosto.

E o Xperia X10 Mini Pro. Aí…

Visual

O Xperia X10 Mini Pro é bem pequeno, mas gordinho. As dimensões são parecidas com as de um maço de cigarros, mas ainda menor. Na frente tem um visor touch multitoque amplo (pro tamanho do aparelho, claro) e  três botões funcionais. Nas laterais tem botão de câmera fotográfica, controle de volume, microfone, compartimento para colocar cordão de segurança, entrada mini USB e de fone de ouvido (padrão, o que é maravilhoso). Atrás, a lente da câmera de 5.0 mpx, saída de som e luz LED para flash.

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Visualmente, a parte da frente é preta com botões prata, as laterais pretas com uma faixa prateada no meio e a parte de trás é a capa da bateria, que é preta e emborrachada. Bem bonito.

Essa é a aparência, aliás, do X10 Mini também. O que muda é que o X10 Mini Pro tem um teclado qwerty físico, deslizante, prateado fosco com botões em backlight.

Recursos e Funcionalidades

O sistema operacional do aparelho é o Android, da Google. E acho que é por isso que ele se destaca: tudo pode ser no mundo do Google.

As telas são deslizantes, podem ser organizadas conforme o gosto do usuário, o funcionamento é inteligente e a resposta do multitouch é rápida e eficaz.

De fábrica (leia-se operadora), ele já vem com uma série de apps (os programas para celular) bem úteis e importantes: despertador, calculadora, cronômetro, calendário, bloco de observações (tipo post-it na tela inicial), contador, rádio FM, tocador de música, guia do usuário, Facebook. Youtube, Navegador de internet, Gmail, Google Maps, entre outros. E vem com o app do Android Market, portal da Google para se baixar novos apps, gratuitos ou pagos, para incrementar seu aparelho. E aí a imaginação não tem limites. Dá pra baixar apps úteis ou fúteis, desde o pacote Documents to Go (uma espécie de mini-Windows Office, que lê e edita arquivos do Word, Power Point, Excel e PDF que custa por volta de R$ 25 a versão completa) até jogos (como os espetaculares Angry Birds e Alchemy), bússola, régua, mapa do céu (Google Skymap – que eu aconselho fortemente), lanterna (que funciona pela luz LED do flash), gravador de voz, nível (aquele da bolha, sabe?), detector de metais, leitor de código de barras… e por aí vai. São muitas opções, muitas incríveis, que faz este celular virar um ítem indispensável na vida de qualquer um – mais do que um celular já é.

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Mas o visor, por ser pequeno, não é lá muito confortável para algumas coisas. Alguns aplicativos que lidam com texto (como do Documents to Go e o Navegador de internet), tem a opção “lupa”, no rodapé, que permite aumentar ou diminuir o tamanho do que está sendo visualizado. Mas não é sempre assim. Os jogos, por exemplo, perdem muito. Os apps de instrumentos musicais também não se dão muito bem neste tamanho. Mas é o preço que se paga pelo tamanho do aparelho.

A agenda de contatos funciona muito bem. Pode ser sincronizada com sua agenda do Gmail, o que facilita muito a atualização de dados, já que dá pra importar os dados dos contatos de uma planilha excel, por exemplo. A busca é por nome, ou rolando a lista com o toque dos dedos, mas existem outras ferramentas de busca disponíveis para download no market.

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O teclado numérico digital, para discar com o telefone fechado, tem as teclas bem pequenas e é muito comum ter que corrigir o número antes de ligar.

A sinalização de funcionamento é bem clara, o que é ótimo. Tudo o que está em funcionamento fica disponível na barra superior, aonde fica o relógio do aparelho, deixando à mão do usuário o que é mais importante naquele momento. Nesta mesma barra, aliás, fica sempre disponível a opção de ativar ou desativar o tráfego de dados, o que é maravilhoso pra quem, como eu, não quis pagar uma furtuna por um plano 3G e preferiu pagar menos por um pacote de dados. E ele ainda tem WiFi e Bluetooth, facílimos de conectar e desligar quando não em uso, pra economizar bateria.

O som do aparelho é ótimo, o microfone também, mas o viva voz costuma cortar a ligação pra quem está do outro lado da linha, uma pena. Felizmente o aparelho vem com um ótimo fone de ouvido in-ear com microfone potente.

A câmera, de 5.0 mpx, como praticamente todos os celulares, não é o que promete. Tanto em fotos com em vídeos, funciona bem ao ar livre e à luz do dia, fazendo fotos dígnas de câmeras digitais boas, mas a coisa vai dificultando quando a luz vai diminuindo. Fazer uma foto sem borrar no fim do dia, sem flash, é bem difícil, mas o flash é muito bom e não deixa as fotos azuladas, o que é quase um milagre. Aliás, os resultados com o flash são realmente excelentes. E o melhor: mesmo com as piores condições de luz, as fotos não ficam granuladas.

Foto de ambiente interno, sem flash (para a foto não borrar tem que ficar com a mão bem firme e ainda assim às vezes borra):

(2010_11) Guararema (20)_576x768

Foto de ambiente externo, sem flash (geralmente ficam excelentes, mas pelo tamanho da lente, tem dificuldade de fotos rápidas, em movimento); (2010_11) Guararema (52)_1024x768

Foto de ambiente interno, fim de tarde, com flash: (2010_11) Guararema (81)_576x768

Detalhe: diminuí as fotos no fotosizer pra elas não ficarem pesada pro post. Ou seja, o tamanho (mpxl) é maior na original, mas a qualidade da imagem é essa aí.

Bateria

A bateria, infelizmente, não aguenta muito o tranco do bichinho. Porque, com um aparelho cheio de apps indispensáveis, é inevitável que o uso seja muito intenso e a bateria, mesmo com o visor em modo de economia de energia, acaba durando pouco mais de um dia. Se ficar em stand by, usando só o telefone, aí ela dura mais de dois dias – mas duvido você conseguir usar só o telefone num aparelho desses.

O carregamento pelo menos é rápido. Aliás, o carregador é inteligentíssimo: uma peça base pequena, para ser ligada à tomada padrão, com uma entrada (fêmea) USB. Nela qualquer cabo USB pode ser encaixado para fazer o carregamento (tem que encaixar na saída do aparelho, claro). E pela entrada de carregamento ser padrão USB funcionou maravilhosamente bem com meus carregadores antigos da Motorola, por exemplo (tanto o nornal quanto o veicular).

Acessórios

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O Xperia X10 Mini Pro vem com:

- Fone de ouvido in-ear com microfone;

- Cartão Micro SD de 4Gb;

- Carregador de parede;

- Cabo mini USB (para transmissão de dados e carregamento).

Conclusão

O Xperia X10 Mini Pro é quase um netbook (no preço, inclusive). Tem muitas funcionalidades, é rápido, tem recursos praticamente infinitos (ao gosto do freguês) e o teclado físico qwerty faz toda a diferença pra quem escreve muito. Os apps podem travar, mas não me pareceu culpa do aparelho nem do sistema operacional e sim dos próprios apps, muitos deles experimentais. A bateria não é lá essas coisas, mas pra um “micro-netbook” é justa. A câmera faz bonito pra um celular com tantas funcionalidades e de tamanho tão reduzido.

Achei delicioso e não consigo me desgrudar do meu. Nota 10.

***

PS: Como eu demorei quase 2 meses pra descobrir, eu tenho que compartilhar porque nem no manual aparece: pra colocar acentuação pelo teclado físico basta segurar a tecla “Sym/àü” e apertar a letra que você quer acentuar. Voilá!

Review: Mesa Digitalizadora Bamboo Pen & Touch Wacom

Há muito tempo eu vinha namorando mesas digitalizadoras. Este ano meu grande e amado pai resolveu me dar uma de presente de aniversário (viva!) e. depois de pesquisar produtos e preços decidi pela Mesa Digitalizadora Bamboo Pen & Touch da Wacom. Custou R$ 418,00 na Four Serv (aonde, apesar de um probleminha chato com a operadora do cartão que atrasou meu pedido em alguns dias, fui muito bem atendida).

A Mesa Digitalizadora

Uma mesa digitalizadora, pra quem não sabe, é uma mistura de mouse com caneta. Essa, em especial, é uma mistura de touchpad, dos notebooks, com mouse e caneta, já que a base dela tem todas as funções do touchpad (e até mais) e tem a caneta, que funciona como um mouse só que com mais precisão. Pense bem: se você pudesse escolher pegar algo pequeno, faria com a palma da mão ou com a ponta dos dedos?

A Bamboo é preta, tem um tamanho interessante – cerca de 13 x 18 cm de área útil – (pro preço, claro, já que existem maiores e com preços mais salgados) e um design bem bonito. Ocupa o espaço do mousepad que você vai jogar fora. Na lateral possui uma fita para dar suporte à caneta quando não está em uso. Possui 5 botões que podem ser configurados para facilitar o uso do computador. Sim, ela é para uso contínuo, não apenas para uso em editores de imagem! Jogue seu mouse fora!

A caneta é leve e tem a dimensão de uma dessas canetas de marcar CD. Possui um botão no corpo e uma ” borracha” na bunda que parece um outro botão, mas é MESMO uma borracha (virtual, claro). Funciona em revezamento com a mesa, ou seja, toda vez que a ponta dela (ou a borracha) se aproxima da área útil da mesa ela é ativada. Dá pra saber quando ela está em uso porque a luz de led da base, que normalmente é branca, fica laranja quando a caneta está em uso.

Funciona sem pilhas (a base a a caneta) através de conexão USB padrão e vem com dois CDs de instalação: um com o software da Bamboo e outra com softwares gráficos (Adobe® Photoshop® Elements 7.0 Win/6.0 Mac and Nik® Color Efex Pro™ 3.0 WE3). Pode ser instalada em notebooks ou desktops, Windows ou Mac.

Vem também com um manual rápido de instruções (pré-CD de instalação, já que o completo vem no CD) e pontas extras pra caneta.

Utilização

A instalação demorou um pouco mais do que eu previa, achei até que o computador tinha travado, mas é assim mesmo. Depois de instaldo o driver, vale a pena fazer o tutorial que vem no CD para aprender a mexer nos recursos todos, mesmo que algumas funções e exercícios pareçam bobos.

Após instalar, canela e touch já devem funcionar normalmente, como um mouse. A minha funcionou melhor depois que configurei a velocidade do ponteiro e reiniciei o computador. Ela passa a fazer todas as funções do mouse, o que pode ser um pouco estranho de início, mas é bem fácil de acostumar. Nas configurações estão disponíveis também atalhos de gestos, como fazer com que o computador entenda que quando você risca rapidamente para cima ele vai passar para a próxima página (abaixo) do que você está visualizando, entre outras. É bem fácil configurar (através do ícone da mesa no seu menu iniciar) e também fácil se acostumar com as novas configurações.

O uso do touch, mesmo com dois dedos, também é bem intuitivo e fácil. Algumas funções são mais difíceis de dominar e outras dependem do programa que você está usando para funcionar ou não. Mas é bem divertido.

Para uso diário, no sistema operacional e nos programas em geral, é delicioso. Tipo como-é-que-eu-vivi-sem-isso-até-hoje-?. Até porque, se você estiver usando o Windows Vista ou 7, imediatamente ele acionará o Tablet PC, que é um programinha que te permite escrever normalmente, como se usasse um papel, ao invés de digitar, EM QUALQUER LUGAR (no Word, no email, no twitter, pra nomear documentos, enfim, em tudo). Quase dá pra aposentar o teclado (a não ser que você, como eu, digite mais rápido do que escreve). Mas ainda assim, para textos pequenos, é muito útil não ter que largar a caneta para digitar.

Para o uso em programas gráfico, como o Photoshop, por exemplo, É UM SONHO! É como ter todos os lápis, pincéis e tintas do mundo na mão, com a vantagem de poder apagar na hora e de não ter que esperar secar. A borracha, na bunda da caneta, facilita e muito a vida, e a vontade que dá é não parar de desenhar nunca mais, mesmo que seja só aqueles rabiscos que a gente faz enquanto fala ao telefone. A área útil dela não é muito grande, mas desenhar na área pequena, olhando no monitor uma área maior, é mais fácil do que eu imaginava. Como a caneta aceita níveis de pressão diferentes, você pode, com um mesmo pincel do photoshop, fazer traços mais finos ou mais grossos, mudando apenas a força que você usa para pressioná-la na base. A sensação de riscar a base, aliás, parece muito com a de riscar à caneta um papel fino sobre uma mesa lisa (o barulho, inclusive), o que não causa estranheza. E com o uso combinado da caneta com o touch você poupa muito tempo, já que pode, por exemplo, dar zoom com o movimento de dois dedos e imediatamente voltar a desenhar com o pincel escolhido sem ter que mudar de ferramenta.

O driver dela, infelizmente, deu conflito com o meu scanner HP. Não sei se é um problema padrão, mas deu um xabu danado no meu computador e eu tive que desinstalar tudo da HP pra ver se voltava a funcionar (por enquanto nada, e pior, deu conflito no Windows e meu computador acabou indo parar na assistência técnica. Por isso, aconselho que você, antes de instalar, faça um backup completo de seus documentos e fotos e crie um ponto de restauração. Como é um hardware que mexe com muitas coisas no computador, talvez esse problema não seja tão raro…

Considerações Finais

Pra quem trabalha com qualquer programa gráfico, não ter uma mesa digitalizadora chega a ser como um eletricista não ter um alicate. A partir do momento que você começa a trabalhar, ela vira uma ferramenta tão importante e intuitiva que passa a ser impossível se imaginar trabalhando sem ela. Pra quem não trabalha com nada gráfico ainda assim vale a pena, já que lidar com a ponta dos dedos é muito mais simples do que com a palma da mão, e ter a possibilidade de marcar documentos no computador como se eles estivessem impressos na sua mesa é realmente delicioso.

As facilidades são muitas, as dificuldades são poucas, mas todo cuidado é necessário na história da instalação.

O preço não é barato, mas pelo produto que é, vale. E, se você puder desembolsar um pouco mais, aconselho até pegar uma Bamboo Fun, que tem área útil maior (13 x 21 cm).

É útil e divertida, e se não fosse o problema de instalação, ganharia nota 10. Mas como ela é incrível, mesmo com o problema, não dá pra dar menos de 9,5. Fantástica.

Review: Panificadora Multi Pane Britânia

Sou fissurada em pães. De verdade. Então não era de hoje que eu tinha vontade de ter uma panificadora dessas caseiras. A primeira que eu vi foi uma gringa, na casa de uns amigos da minha irmã, e que levava ingredientes gringos porque na época não tinha nada disso por aqui. Mas não esqueci a sensação de acordar com pão quente em casa.

Aí veio meu aniversário desse ano e meu marido resolveu me dar uma de presente! Massa!

Depois da pesquisa na internet, entre marcas, tamanhos, produção e tal, escolhi a Multi Pane, da Britânia, que comprei por R$ 224,10 no Walmart (e chegou em menos de 48 horas!).

A panificadora

Fiquei um pouco assustada com o tamanho da caixa. Mesmo lendo as especificações no site achei que ela era um pouco menor. Mas quando você tira a caixa ela não é tão grande assim. Na verdade, se a sua cozinha não é muito grande você tem mesmo que gostar muito de pão porque ela ocupa um bom espaço. Mas é bonita, arredondada, branca (o que combina com quase todos os eletroportáteis, que geralmente também são brancos). Não é muito pesada mas precisa de um bom apoio, afinal ela vai sovar massa, né?

Vem com um manual de início rápido BEM superficial pra quem morre de preguiça de ler manuais (o que não é meu caso). Vem também com um outro manual, bem mais completo, com muitas receitas aparentemente bem fáceis. Vem com dois medidores: um copo e uma colher dupla (sopa e chá).

Utilização

Li o manual e segui as orientações iniciais: limpar e untar a forma, e aquecer duas vezes antes do primeiro uso. Também instruem para fazer o pão branco básico na primeira vez e lá fui eu.

A receita é tão simples que dá um certo receio de que não vai dar certo. Misturar água com margarina, sal, açúcar, farinha e fermento vai dar pão sem fazer nada? Vai. Demora, mas vai. Parece um milagre quando, 3 horas depois, sai um pão bonito, cheiroso e quentinho da máquina. Simples assim. E delicioso! Mas diferente dos pães industrializados, já que são artesanais e pães assim costumam ser mais pesados.

Fora que dá pra fazer bolos, pudins, geléias e massas para assar no forno convencional / elétrico ou pra fritar (como massas de pizza, foccacias e sonhos, por exemplo).

Na teoria faz 4 tamanhos diferentes de pão (450, 600, 900 e 1200gr). Na teoria, porque na prãtica nem todas as receitas são adaptáveis a pães menores (a maioria deles é de 600 ou 900gr). Mas um pão de 900gr feito em casa some mais rápido do que a gente imagina!

Eu já fiz o tradicional, o de batata e o de manteiga, um de cada tamanho. O primeiro, tradicional de 600gr, deu mais do que certo. O de batata de 900gr ficou um pouco pesado e eu errei o ponto da massa (estava mais mole do que deveria mas como não estava molenga eu achei que tudo bem… aí solou). O de manteiga, de 450gr, ficou delicioso mas um pouquinho massudo (acredito eu porque os ingredientes estavam gelados quando misturei na máquina e eles têm que estar na temperatura ambiente). Mas todos ficaram deliciosos!

Depois do pão pronto a máquina precisa de 20 minutos pra esfriar até poder fazer outro pão ou ser limpa. A limpeza é tão fácil quanto o resto. Pano ou esponja úmida ou, se a pá empacar, água quente, sem nunca colocar em baixo da torneira. Muito simples.

Considerações finais

Colocando na ponta do lápis, a compra já valeria a pena, já que os ingredientes são baratos e pão feito na hora, em casa, não tem preço. Mas com o uso ela se mostra ainda melhor. É muito simples de usar e de manter, apesar de ser um elefantinho na cozinha. A prática é a grande charada da máquina, já que tem que acertar o ponto da massa, com mais farinha ou mais água, mas que não é nenhum bicho de 7 cabeças (mesmo). Sõ tem que tomar cuidado com a gula!

Por enquanto tem valido cada centavo. Nota 10.

***

Atualização (17 jul 2010): Tentei fazer pão francês com o timer, pra comer quentinho de manhã e ficou horroroso. Taí um problema – o ponto da massa é super importante pro pão dar certo e se a máquina começa a bater o pão de madrugada sozinha você não tem como ver se o ponto está certo ou não nos primeiros 5 min de funcionamento. Acho que com a prática a gente deve aprender quanto mais de farinha cada receita precisa além da medida, mas por enquanto… uó. Em compensação, fiz outro pão de manteiga que ficou DOS DEUSES! Massa tem dessas coisas. ;)

Monopoly Deal

Tava eu, na véspera de Ano-Novo, vasculhando as Lojas Americanas à procura de diversão pra 5 dias em casa com el maridón quando me deparei com o estande de jogos de cartas da loja.

Inicialmente atrás do Jogo do Mico, acabei me descobrindo o “Monopoly Deal”. Não entendi pela embalagem como funcionava, mas como era barato e aparentemente interessante paguei pra ver.

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Em casa, rolou uma certa confusão lendo as instruções. Tudo parece estranho e, definitivamente, parece que não vai dar certo. Mas no fim da página tá lá: “Comece a jogar e tudo ficará bem mais claro”. Verdade, fica mesmo.

Trata-se de uma mistura de Banco Imobiliário (Monopoly) com jogos de cartas tipo Pif Paf (aonde você tem que juntar três grupos de cartas para bater).

Assim como no Banco Imobiliário existem cartas de Título de Posse (Lugares e Companhias), Cartas de Ação (Aluguéis, Bônus, etc.) e dinheiro. Ganha quem juntar primeiro três grupos de Títulos de  Posse, mas durante o jogo pode-se cobrar aluguel dos lugares, dívidas, forçar trocas de cartas e até grupos fechados. Não demora milênios por rodada como o Banco Imobiliário nem é monótono como o Pif Paf. A mistura fica instigante e divertida.

São 110 cartas para jogar de 2 a 5 pessoas a partir de 8 anos. Cada partida dura uma média de 15 minutos. E se quiser jogar com mais gente é só juntar mais um baralho.

O meu custou R$ 9,90 nas Lojas Americanas mas dei uma vasculhada na internet e me parece bem fácil de achar.

Tenta de depois me diz. É viciante!

A primeira vez que eu fui ao Maraca

Na quarta-fera passada fui pela 1a vez ao Maracanã assistir a uma partida de futebol. Eu já tinha ido a passeio (acompanhar el maridón no trabalho dele) e para assistir ao show da Madonna, então faltava só conhecer o templo em sua função principal: futebol.

Maraca de cima (essa foi tirada na visita que fiz com el maridón, em 2008)

Não dava pra deixar passar a oportunidade: jogo internacional (Fluminense x Cerro Porteño, ou seja, jogo de uma torcida só), com ingressos baratos (15 reais pra todos os setores, menos cadeiras especiais) e a um mês do fechamento do estádio para reformas (ele fecha com o final do campeonato brasileiro, agora em dezembro de 2009, e só reabre pra Copa do Mundo, em 2012).

Convenci el maridón flamenguista que eu PRECISAVA ir ao Maraca e que ele se divertiria também e naquele clima de a-gente-não-vai-fazer-nada-na-quarta-à-noite-mesmo ele topou.

Durante a tarde da quarta decidimos não ir de metrô – demoraria uma hora a mais, e eu estaria cansada de um dia longo de trabalho; fora que o Maraca, pelo túnel, de carro, fica a 15 minutos da minha casa, o que é uma corrida barata de taxi. Então saímos de casa 20h20 pra ver a partida marcada pras 21h50.

Os 15 minutos, claro, com  o trânsito pra se chegar ao estádio somado às obras do metrô na praça da bandeira, viraram quase 30. Mas estávamos adiantados e dispostos a manter o bom-humor. Ao nosso redor, nos carros, camisas do tricolor ao volante deixavam claro que o caminho do metrô pode ser mais longo, mas definitivamente é mais fluido.

O taxi nos deixou do outro lado da avenida Radial Oeste, na passarela do trem. E nós, leigos de estádio, não tínhamos idéia qual era o nosso portão de entrada. Atravessamos a avenida e fomos no primeiro que vimos. E já na entrada meu coração disparou: o som da torcida, ainda do lado de fora, é uma coisa inexplicável. Na fila de catracas vários velhinhos e velhinhas recolhiam os bilhetes, controlando a entrada. Perguntamos pra um sobre nosso setor (arquibancada verde).

- A entrada não é aqui. Mas vocês querem mesmo ir na arquibancada? Vocês podem ficar aqui se vocês quiserem.

- Aqui? Mas aqui é melhor que na arquibancada? – perguntei pro el maridón, que já tinha se situado e é muito mais entendido de Maracanã do que eu.

- Não sei se é melhor. Aqui são as cadeiras inferiores. Fica mais perto do campo, pode ser bom. Quer ficar aqui?

- Ah, por mim, pode ser.

O velhinho entendeu que sim e chamou outro cara, que abriu a roleta, passou o nosso bilhete com ela aberta e mandou a gente passar. El maridón saiu andando sem nem olhar pra trás. Eu peguei os ingressos furados, agradeci e saí atrás dele.

- Ele queria ganhar um.

- Jura? – eu, a tonta.

- Claro. Disse pra ele que eu voltava depois, mas não vou voltar. Pagar mais caro por um ingresso que pra todo mundo custou 15 reais?

E fomos procurar um lugar.

As cadeiras inferiores são a base do estádio. Os torcedores ficam quase na beira do campo, vêem o estádio todo em cima – cheio com a torcida organizada todo juntinha e bonita –, fica tão próximo que dá pra ver tudo o que acontece com detalhes. Bom, foi o que el maridón disse, já que essa coisa de “detalhes” de longe não é comigo.

Sentamos bem no meio do campo, do lado oposto dos bancos de reserva, atrás daqueles anúncios publicitários (essa foi uma das novidades pra mim: só tem anúncio de um lado do campo – que é o lado filmado pela TV). Não estava vazio, mas também não estava cheio. Ao nosso redor turistas estrangeiros, muitas famílias com crianças, uma trinca de velhinhos (duas “as” e um “o”)paramentados dos pés às cabeças, todo tipo de gente que resolveu aproveitar a mesma chance que nós. Na nossa frente quase um espelho: um casal – ela fluminense, com camisa do time e tudo, acompanhada do namorado flamenguista, interessado, apesar de não ser o time dele.

Começou o jogo. A torcida organizada, no mezanino, deu um show. Hinos, palmas, fogos, pó-de-arroz. A imagem do campo ficou branca durante uns 10 minutos. E outra novidade: durante o jogo não há narrador no estádio nem replay das jogadas; por isso se vê tanta gente de fone de ouvido ou de radinho colado na orelha durante o jogo, mesmo com a torcida emocionante ali tão pertinho.

Foi então que, ainda no começo, o Cerro fez seu primeiro gol. Mas o que deveria desanimar a torcida nem arranhou. Até porque, o Flu tinha a vantagem do empate, então, se o resultado final fosse esse a decisão seria nos pênaltis. E o primeiro tempo terminou assim, numa tensão fraca, otimista.

No interavalo apareceram mais pessoas perto da gente. Mais uma família com uma menininha de uns 7 anos chegou, os gringos puxaram papo com o casal Fla-Flu na nossa frente e um gordinho ansioso sentou atrás. E passou sorvete, biscoito, água, amendoim, pipoca.

Pessoas alimentadas, começou o 2o tempo. Aumentou a interação entre a galera. De repente todo mundo comentava as jogadas com todo mundo. O pai tricolor tenso, coitado, se controlava pra não assustar a filha com seus gritos e palavrões; a mãe ria. O gordinho reclamava. Os gringos riam. A bola rolando, jogadores machucados, e nada de sair o gol. E a torcida não deixou de estimular o time um segundo sequer. Todo mundo conformado com os pênaltis quando, aos 47 do segundo tempo, Gum – com uma faixa na cabeça depois de toma uma cotovelada na sobrancelha e sangrar a beça – marcou.

O que é um estádio todo pulando e berrando junto por um gol!?

Já felizes, vencedores, tivemos outra supresa: aos 49, o Cerro, desesperado, todo no ataque, não esperava o contra-ataque de Alan, que saiu correndo com a bola, deu de cara com o goleiro no meio do campo, teve o sangue frio de driblá-lo e só então, em segunraça, marcar o segundo do Flu!

O Maracanã foi ao delírio!

Mas, claro, o Cerro não gostou. E a equipe saiu pro ataque, literalmente, dando início a um mega quebra-pau dentro de campo.

- Melhor a gente ir, antes que isso piore. O jogo tem que acabar agora mesmo. – el maridón disse já se levantando.

Fomos pelos corredores acompanhando com o olhar a polícia separando a briga. O público vaiava como se dissesse “nós nos comportamos tão bem, por que é que vocês não se comportam também?”. A briga parou, a gente também. E vimos o juiz apitar o fim e o time do Flu correr pra torcida, na nossa direção. Tudo bem quando termina bem.

Saímos do estádio e tinha uma fila de taxis esperando a galera sair. Pegamos um, contamos o jogo pro motorista e em 15 minutos estávamos em casa. Depois el maridón – que ninguém nos ouça – confessou que nunca vibrou tanto como naquele 2o gol. Foi mesmo memorável.

Tivemos sorte, vimos talvez o melhor jogo do ano. Uma incrível boas-vindas do Maraca pra uma iniciante das arquibancadas!

Uma maratona olímpica

E então ontem, 2 de outubo, o Rio de Janeiro ganhou o direito de seriar os jogos olímpicos de 2016. Claro que o carioca comemorou. Mas também viu com muitas dúvidas a tal empreitada.

rio.span.600.1 (comemoração na praia de Copa – fonte: The New York Times)

Era sexta-feira, a praia de Copa estava fechada desde a manhã, o dia era ponto facultativo no serviço público e isso tudo misturado deu um nó na cidade. O trânsito estava péssimo o tempo inteiro, pra qualquer lado, independente do horário. E isso só por causa de uma festa – que ainda tinha a possibilidade de miar – bem num dia útil.

Aí que o carioca se pergunta: e como é que a gente vai conseguir receber um monte de gente e eventos simultâneos num Rio assim?

Assim, não vai. É por isso que, ou esse projeto que criaram para a cidade sediar os jogos muda tudo por aqui ou 2016 vai ser um caos.

rio2016_02_1707Conheço muito carioca preocupado com isso. Diz “mas tem tanta coisa mais importante pra fazer pelo Rio do que um monte de intalação esportiva!…”. E tem mesmo. E pelo que soube o projeto aposta nisso: cerca de 40% dos investimentos vão pro transporte, a polícia vai ser mais do que reforçada, e uma reforma completa no funcionamento da cidade está a caminho. O que significa que, assim como Barcelona antes dos jogos de 1992, o Rio vai se tornar um imenso e caótico canteiro de obras até 2016. Vai ser chato, estressante, mas acho que é igual xarope amargo – ruim na hora pra ficar bom depois. E esse é o maior desafio dos governos, na verdade: fazer o Rio ganhar com isso mais do que os tais equipamentos esportivos – ganhar um “depois”.

A educação do povo, acho mais do que provável, que mude. Vai se falar mais em esporte com as crianças. E com isso, elas vão praticar mais, aprender a socializar e ter responsabilidade. Vão sonhar em participar dessa festa. E se o governo incorporar isso nas escolas, melhor ainda.

Ainda tem a violência, claro. Mas te digo que, apesar da fama, o Rio não é mais violenta do que São Paulo ou outras grandes cidades brasileiras. Eu, por exemplo, morei 17 anos em Sampa e fui assaltada 5 vezes, fui até refém com arma na cabeça, enquanto aqui no Rio, já completando 10 anos, nunca me aconteceu nada. Pode ser sorte, mas a questão é que a violência desenfreada de hoje é mais do que um problema carioca – é um problema nacional. Vamos torcer pra que esse projeto de olimpíadas faça algo pela nossa parcela do problema e – por que não? – por outras parcelas também.

Se vai ser bom ou ruim, se estamos sonhando alto demais ou se a gente vai tomar o maior tombo nessa história, a gente tem sete anos pra descobrir. Só sei que eu, da minha parte, vou colaborar com o que pedirem pra que dê certo. Afinal, se é pra melhorar, sete anos passam voando!

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(PS: Não dá pra deixar de comentar a gaiatice (como diria Ancelmo Góis) do nosso povo, né? Claro que não iam deixar passar uma piada dessas! rs…)

***

ATUALIZAÇÃO (04 de outubro de 2009):

Pra quem ficou curioso/interessado, O Globo publicou a lista de promessas para as Olimpíadas. Tá aqui ó.

Se tudo acontecer mesmo o Rio vai ficar uma cidade massa! ;)

Sobre sumiço e comentários não comentados

Tenho postado menos do que gostaria. Isso porque tou trabalhando muito (o Acervo em Casa tá de vento em popa, ainda bem, e tenho meus projetos paralelos, que têm me tomado tempo também).

Isso quer dizer, por exemplo, que não dá mais pra responder a todos os comentários sobre o Motorola Q11. Pras pessoas que comentam, eu peço desculpas mas realmente está inviável. São muitas dúvidas (muitas repetidas), já respondi quase tudo o que eu sabia e agora deixo os comentários como um fórum – espero que os “frequentadores” possam se ajudar uns aos outros.

Isso quer dizer também, que a criatividade para escrever está toda canalizada para outras coisas, então se pintar um post por aqui vai ser num momento realmente especial.

Mas assim que eu descobrir qualquer objeto mirabolante eu tou de volta – não resisto às invenções modernas! :D

Review: Depilador Satinelle Massage Premium Philips

Julho foi o mês do meu aniversário, então resolvi me dar de presente algo que juntasse o útil ao agradável (?), ou a fome com a vontade de comer: um depilador elétrico.

A idéia veio ao me dar conta que a prestação de um aparelho desses é exatamente o preço de uma sessão de depilação com cera,  só que só por 12 meses (no Ponto Frio por 12x de 23 reais).

Então, depois de uma grande pesquisa de marcas, modelos, funcionalidades e atrativos, me decidi pelo Satinelle Massage Premium, da Philips (um dos motivos foi ter 90 dias para testar o aparelho com a garantia de ter meu dinheiro de volta caso não me adaptasse ao novo sistema).

Pois vamos lá!

VisualSatinelle Premium Frente

O aparelho é – em comparação com outros, claro – de tamanho médio, leve, anatômico, bem apresentado – com uns desenhos florais que não chamam tanta atenção mas que dão um charme. A necessaire que vem com ele é linda e por ser de um tecido metálico ajuda mesmo a proteger o aparelho (coisa, aliás, que a caixa não faz: pedi o meu pela internet e a caixa chegou aqui em casa toda amarrotada, fiquei morrendo de medo de ter danificado o aparelho). Vem também com uma luva esfoliante bonitinha (a minha veio verde, não sei se existem outras cores)  e bem útil e uma cabeça redutora branca.

Satinelle Premium lateralSatinelle Premium VersoSatinelle Premium desmontado

Recursos

O aparelho tem duas velocidades e seu uso vai depender, na verdade, do grau de sensibilidade à dor de quem está usando. O manual aconselha o uso da velocidade 1 para áreas mais sensíveis (junto com a capa redutora) e a velocidade 2 para as outras áreas. Aliás, a capa redutora nada mais é do que uma espécie de capa intermediária entre as pinças e a sua pele, que diminui a área de contato e o fabricante recomenda o uso na depilação de virilha e axilas.

Ele pode ser usado com ou sem fio. Para o uso com fio, basta colocá-lo na tomada na hora do uso. Para o uso sem fio é preciso carregá-lo por 16 horas (!) antes de usá-lo e ele terá autonomia de 20 minutos. Parece pouco mas não é. Em 20 minutos é possível fazer a depilação com cuidado e detalhismo numa boa. (Só não pode esquecer o aparelho por mais de 24 horas carregando que estraga a bateria)

E ele vem com uma espécie de "pente" massageador com aloe vera para ajudar a reduzir o incômodo e a dor na hora da depilação.

Satinelle Premium - Cabeça depiladora Satinelle Premium - Entrada do cabo de força

Funcionalidade

Fiz uso do aparelho nas pernas e virílha (equivalentes no salão a meia perna e virilha cavada).

Para meia perna eu usei o aparelho com fio na velocidade 2. Como eu não fazia depilação com cera nas pernas há muito tempo senti um pouco mais de dor do que esperava. O contato do "pente" massageador com a pele realmente parece funcionar, então a posição do aparelho em relação á pele faz toda a diferença (aparelho a pouco menos de 90 graus, no sentido contrário do nascimento dos pêlos). Mas ainda assim não foi ruim e foi rápido. E o resultado foi muito bom.

Para virilha cavada eu usei o aparelho sem fio na velocidade 1. Confesso que estava com medo de começar, com medo da dor que poderia sentir, mas me surpreendi muito. Como eu já faço depilação com cera há mais de 10 anos não senti grandes incômodos. Aliás, a sensação (dor) não é muito diferente de uma pra outra. No início tentei usar a capa redutora mas não me adaptei muito bem, já que é uma região mais "cheia de curvas" e o acessório dificultava em vários momentos, mas ela deve ajudar muito quem não tem intimidade com depilações me geral. O mais difícil, na minha opinião, foi acompanhar o sentido de crescimento dos pêlos e manter a pele bem esticada (o que faz realmente doer bem menos). Mas em 20 minutos já tinha terminado, mesmo sem prática nenhuma, e o resultado ficou também muito bom.

Em ambos os casos eu precisei usar uma pinça para dar "acabamento". E usei um creme hidratante depois, já que a pele fica bem irritada, vermelha. Mas ainda assim Luva esfoliadorame pareceu que a pele fica menos irritada do que com as ceras (mais até do que a cera fria de mel, que já agride menos a pele do que a cera quente, e tem recuperação boa).

O uso da luva esfoliante ajuda mesmo a pele a se recuperar e não encravar pêlos. Ela é um pouco mais áspera que aquelas buchas naturais, de feira, então não é recomendado o uso imediatamente antes ou depois da depilação.

Limpeza

Após o uso a limpeza é bem fácil. Ele vem com um pincel para ajudar a remover os pêlos que ficam em baixo da cabeça depiladora e esta ainda pode ser retirada para ser lavada em água corrente. Tanto o desencaixe como o encaixe dela são super simples, tem apenas que retirar os acessórios antes de colocar em baixo da torneira (capa redutora e pente massageador). O fato de as pinças serem de cerâmica também facilitam a limpeza e evitam inflamações, já que não tem metal em contato com a pele.

Acessórios

Kit completo Satinelle Premium

A embalagem vem com:

- Aparelho com massageador de aloe e vera;

- Capa redutora;

- Necessaire de tecido metálico;

- Carregador;

- Pincel para limpeza;

- Luva esfoliante;

- Manual de instruções.

Conclusão

Estojo do Satinelle Premium

O aparelho é bem fácil de usar. A dor não é um bicho de sete cabeças – especialmente pra quem já faz uso da cera – com a vantagem da pele recuperar mais rápido e não manchar.

O acabamento não fica perfeito, mas quase.

A facilidade de poder se depilar em casa, na hora que for mais conveniente – sem ter que depender do horário comercial – é ótima, e ainda dá pra levá-lo em viagens e não passar sufoco.

E o custo-benefício é excelente já que, uma vez que o aparelho estiver pago o gasto com depilação acaba por definitivo.

Nota 9,5.

Spam via Gmail

Quem me conhece sabe que eu odeio spam. Raramente mando mensagens por email que não sejam pessoais. Pois nessa madrugada invadiram minha conta no Gmail (e.colepicolo) e mandaram spam usando meu email para todos os meus muitos contatos. Isso causou o bloqueio da minha conta (por ter mandado mais de 500 mensagens suspeitas) e um mega inconveniente.

Se você recebeu um email meu esquisito, em inglês, chamado “a good website”, apague, por favor.

Quando eu tiver novidades, eu aviso.

Obrigada.

Pega Leve

Outro dia, sem querer, vi no balcão da Casa do Plástico (ou Rei do Plástico, eu nunca me lembro… ali na rua Buenos aires, no centro do Rio, sabe?) um objeto esquisitíssimo. Demorei pra entender o que era, mas quando a ficha caiu achei genial: Pega Leve – um porta-sacolas plásticas.

Nada mais é do que uma peça de plástico, com uma abertura no meio, por onde você passa as alças das sacolas. Isso faz com que o peso dissipe, seus dedos não fiquem “enforcados” e você tenha mais mobilidade para carregá-las, já que dá pra colocar todas no chão de uma vez só e depois retomá-las sem precisar caçar todas as alças de novo.

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Eu comprei dois (um pra cada mão) por R$ 0,70 cada. São pequenos, então dá pra deixar na bolsa ou na mochila (pra usar naquela compra inesperada, antes de ir pra casa – porque, pra supermercado, o ideal é sacola de nylon retornável, né?) e muito fáceis de usar. É uma mão na roda, pode ter certeza!

Eu já…

Vi isso no blog da e, apesar de ser uma dessas bobagens que não leva ninguém a lugar nenhum, deu uma vontade de fazer…

É no estilo do filme “Antes de Partir” (algum americano que fez):

1. Criou seu próprio blog.
2. Dormiu sob as estrelas. (já acampei algumas vezes e já dormi no gramado)
3. Tocou numa banda. (eu tive uma banda na adolescência)
4. Visitou o Havaí.
5. Viu uma chuva de meteoros. (vi uma série de estrelas-cadentes no Petar – é a mesma coisa?)
6. Doou mais do que podia pra caridade.
7. Foi para a Disneylândia.
8. Escalou uma montanha.
9. Segurou um louva-deus. (já segurei um mede-mede, serve? e um bicho-pau?)
10. Cantou solo. (canto todos os finais de semana, no teatro)
11. Pulou de bungee jump. (morro de vontade!)
12. Visitou Paris. (é linda!)
13. Viu uma tempestade de raios no mar. (aqui no Rio e em São Sebastião)
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho. (pintura com pastel seco)
15. Adotou uma criança.
16. Teve infecção alimentar. (parei de comer japa por causa disso.)
17. Visitou a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor. (o Cristo eu vejo todos os dias da janela da sala…)
18. Cultivou seus próprios vegetais. (a gente tinha horta no sítio e eu ajudava minha mãe)
19. Viu a Monalisa na França. (e ela é realmente impressionante!)
20. Dormiu num trem-leito. (eu viajei em um, na Alemanha, mas não dormi.)
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona. (pedia muita carona em São Sebastião…)
23. Faltou por estar doente quando não estava. (um clássico!)
24. Construiu um forte de neve.
25. Segurou um carneiro.
26. Mergulhou pelado. (já fui em praia naturista)
27. Correu uma maratona. (morro de inveja de quem corre)
28. Se escondeu em uma gôndola em Veneza.
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol. (muitos!)
31. Fez um home-run. (no Wii serve?)
32. Esteve em um cruzeiro. (num cruzeiro não, mas num petroleiro já!)
33. Viu as Niagara Falls ao vivo.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram. (essa eu quero muito fazer)
35. Viu uma comunidade Amish. (isso no interior do Brasil tem muito: caipira. :P)
36. Aprendeu uma língua nova sozinha.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre Inclinada de Pisa.
39. Escalou nas rochas. (na praia, fiz até luau em cima do Costão de Itaquatiara, em Niterói)
40. Viu “David” de Michelangelo. (mas vi o cofrinho da Vênus de Milo, no Louvre)
41. Cantou karaokê. (tenho em casa)
42. Viu um géiser em erupção.
43. Pagou uma refeição para um estranho.
44. Visitou a África
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado. (desenhado)
48. Pescou no alto-mar.
49. Viu a Capela Sistina.
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris. (preferi a vista da Tour Montparnasse)
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama. (muito!)
54. Foi à um cinema drive-in.
55. Foi ao cinema.
56. Visitou a Muralha da China.
57. Abriu seu próprio negócio. (não tenho CNPJ, mas Acervo em Casa é a MINHA empresa!)
58. Teve aula de artes marciais. (Krav Magá)
59. Visitou a Rússia.
60. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
61. Vendeu biscoitos de escoteiras.
62. Admirou as baleias. (antigamente tinha show de baleias no Playcenter)
63. Ganhou flores sem motivo. (meu marido é expert nisso)
64. Doou sangue. (eu queria, mas a enfermeira não deixou…)
65. Pulou de pára-quedas. (quero muito!)
66. Visitou um campo de concentração nazista.
67. Teve um cheque devolvido.
69. Salvou um brinquedo de infância. (tenho um ursinho que tem 23 anos)
70. Visitou o Lincoln Memorial.
71. Comeu caviar. (não é nada demais)
72. Fez um quilt.
73. Foi até Times Square.
74. Conheceu os Everglades.
75. Foi demitido.
76. Assistiu a mudança de guardas em Londres. (assisti a mudança da guarda do Castelo de Praga, serve?)
77. Quebrou um osso.
78. Andou em uma motocicleta de corrida.
79. Viu Grand Canyon ao vivo.
80. Publicou um livro.
81. Vistou o Vaticano.
82. Comprou um carro zero.
83. Andou em Jerusalém.
84. Teve uma foto sua no jornal.
85. Leu a Bíblia inteira. (essa eu provavelmente nunca vou fazer)
86. Visitou a Casa Branca.
87. Matou e preparou um animal para comer. (peixe)
88. Teve catapora. (não lembro…)
89. Salvou a vida de alguém. (uma amiga com crise séria de asma, que tava sem a bombinha)
90. Participou de um júri.
91. Conheceu alguém famoso.
92. Participou de um clube do livro.
93. Perdeu um ente querido.
94. Teve um bebê.
95. Viu o Alamo ao vivo.
96. Nadou no Great Salt Lake.
97. Processou alguém ou foi processado.
98. Teve um celular.
99. Foi picado por uma abelha.
100. Foi ao Canal do Panamá.

Vou te dizer que qualquer hora vou fazer outra dessa mas com as coisas que eu quero de verdade.

Um Lobo Nada Mau

Quarto_2

Re-estreou nesse final de semana (16 de maio) o musical infantil “UM LOBO NADA MAU”, de Roberto Athayde, no Teatro do Shopping Fashion Mall (e adivinha quem está no elenco?).

A peça é sobre uma garotinha que, após ficar no quarto escuro com os bichos malvados imaginários como castigo por ter beijado o focinho de seu cachorro, é salva por uma fada moderna que a leva para conhecer como são os bichos de verdade, livres, do Pantanal.

A direção é da Marília Pera e o elenco é formado por Ricardo Graça Mello, Maria Lucia Priolli, Roberta Rique, Claudio Gardin, Tatiana Athie, Elisa Colepicolo (!), Rafael Durand, Celio Rentroya, entre outros.

Arrume uma criança pra levar como desculpa e vá se divertir! ;)

Quarto Escuro_3

(Nas fotos: Ricardo e Roberta; Tatiana e eu)

 

 

UM LOBO NADA MAU

De Roberto Athayde

Direção Marília Pera

Teatro do Shopping Fashion Mall – São Conrado – Rio de Janeiro

Sábados, Domingos e Feriados – 17h.

Windows Live One Care

Se você usa MSN Messenger e Orkut é bem provável que já tenha pego um daqueles vírus insuportáveis que mandam mensagens, sem que você saiba, para todos os seus contatos. E se já pegou, deve saber bem o quão resistentes aos anti-vírus eles são. Eu, mesmo com o AVG 8 atualizado diariamente e o Spybot fazendo varreduras constantes, não conseguia de jeito nenhum me livrar de um desses  malditos que me veio via MSN Messenger.

Foi quando eu descobri o Windows Live One Care.

Windows Live One Care é uma varredura disponibilizada gratuitamente pela Microsoft para todos os tipos de Windows. Ele faz proteção, limpeza e ajustes -  verifica e remove vírus, limpa o lixo em seu disco rígido e melhora o desempenho do seu PC. E assim manda embora os vírus mais resistentes, daqueles que passam brincando pelos anti-vírus padrão.

O melhor é que não é preciso instalar nada: você entra na página, clica em “verificação completa” e ele faz o resto. E ainda tem a possibilidade de escolher se quer fazer a verificação completa, só a proteção, a limpeza ou os ajustes. O único detalhe é que ele só funciona no navegador Internet Explorer.

Se prepare pois a varredura demora, mas vale a pena.

Ai, meu coração!…

Outro dia vi na tevê a atriz Renata Dominguez dizendo que teve síndrome do pânico, fez tratamento (medicamentos e terapia) e que – ainda bem – tinha se curado. Mas o que me chamou atenção foi ela contando como tudo começou: taquicardia.

Lembrei imediatamente do meu cardiologista, Dr. Wellington Ferreira. Por que eu tenho um cardiologista? Exatamente porque eu comecei a sentir umas taquicardias diferentes, como se o coração batesse na garganta. Fora minha pressão que é naturalmente baixa, e uma série de sensações de cansaço e indisposição que eu sentia.

Fiz um eletro e ele me mandou fazer um teste ergométrico (aquele de correr na esteira) e um ecocardiograma. O primeiro não deu nada, o segundo também não. Mas o eco!… Bingo! Eu tenho prolapso da válvula mitral e insuficiência valvular leve.

É meio assustador saber que se tem algo no coração, mas o médico tratou de me acalmar: nada mais é do que uma imperfeição em uma das válvulas do meu coração que faz com que ela não se feche corretamente e passe um pouco de sangue quando ela deveria estar fechada. Nasci com isso, vou morrer com isso mas não vou morrer disso. E o médico falou que essa coisa toda que eu sentia era exatamente por causa do tal prolapso – que é muito mais comum do que a gente imagina.

Tente imaginar uma mulher branca, magra, ansiosa demais, irritadiça? Ela provavelmente tem prolapso. Acredite se quiser.

As consequências disso são quase nulas, a pessoa só tem que aprender que o ritmo dela para esforços físicos é diferente do das outras pessoas e que, de vez em quando, ela pode ter taquicardias. E aí é que entra o link com o primeiro parágrafo: como é o biotipo da atriz comentada mesmo?…

Ele disse que é comum pessoas com prolapso desenvolverem síndrome do pânico porque confundem a taquicardia da doença com a sensação de medo. Especialmente as pessoas que não sabem que tem prolapso, acham que estão em perigo por não saberem que o coração delas é que não está funcionando direito. Ou seja, é alarme falso e a cabeça nessas horas faz toda a diferença: se a pessoa sabe que a taquicardia está relacionada com o problema no coração só tem que controlar a cabeça pra não se deixar cair na arapuca do medo. E, te garanto, que ajuda muito.

Por que eu tou contando tudo isso? Eu não sou médica, tou longe disso, mas depois da tal entrevista fiquei pensando quantas pessoas poderiam poupar dinheiro, qualidade de vida e tempo (fora não ter que tomar os viciantes remédios tarja preta), se essa informação fosse mais divulgada? Talvez a Renata Dominguez tenha apenas prolapso e a síndrome do pânico seja só consequência de como a cabeça dela tenha interpretado as taquicardias. Vai saber?

Moral da história: tá com taquicardia? Vá a um cardiologista antes de ir ao psiquiatra. Pra mim funcionou.

Etna

Eu sempre adorei decoração. Sempre, desde criança. Minha mãe comprava revistas e eu ficava folheando, vendo aquele monte de casa diferentes, lindas. E, de vez em quando, a gente ia ao Lar Center, em São Paulo, olhar a Tok & Stok. Só olhar, porque ela era muito cara pros nossos padrões. E era tudo tão lindo…

Já no Rio, meu primeiro salário (de estagiária ainda) eu usei pra comprar uma cama de casal estilo japa, da Tok & Stok. Ela era linda, cara, mas necessária no meu apartamentinho pequeno e charmoso na Glória. Mas foi só isso que eu comprei durante um bom tempo.

Aí, há um pouco mais de um ano, minha irmã me contou de uma outra loja – a Etna -, no mesmo estilo (móveis e objetos estilosos, de design funcionais  e “simples”) que tinha aberto em São Paulo. E melhor, mais barata.

Obviamente eu e meu marido gastamos uma grana lá já que estávamos justamente montando nosso apartamento. Mas não deu pra comprar muita coisa já que a loja ficava em São Paulo e nós, no Rio.

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Mas… não é que abriu – não faz muito tempo – na Av. Ayrton Senna, na Barra, uma loja enorme e linda da Etna? São móveis, tapeçaria, cama-mesa-e-banho, utensílios, iluminação, objetos de decoração… tudo pra quem gosta de uma casa de revista!

Vale a pena dar um pulo lá (mas cuidado com as tentações)!

(e uma dica: se você for na hora do almoço, eles têm um restaurante ótimo – e barato)

Cheira a espírito adolescente

Quando eu entrei na adolescência o Nirvana entrou na minha vida. Inicialmente por culpa da MTV, claro – a grande responsável nos anos 90 pela educação musical da galera. Mas eu fiquei tão fã de Nirvana que fui muito, mas muito além do que a MTV podia me dar.

Na época ainda do Nevermind fui atrás do primeiro disco da banda, Bleach, praticamente desconhecido do grande público. E ia completando a coleção imediatamente enquanto os discos iam saindo. Logo, tenho Incesticide, por exemplo, em vinil, e mais um monte de shows da banda ao redor do mundo -  gravados em k7 por um amigo que trabalhava numa loja da Galeria do Rock – dos trocentos CDs alternativos (pra não dizer “piratas”, a maioria italiano) que apareciam por lá. Alguns desses CDs eu consegui comprar, como um box de 3 CDs e um livro, recheados de versões e fotos raras. Além do single de Smells Like Teen Spirit, trazido dos Estados Unidos pelo então namorado da minha irmã que sabia da minha coleção (e que numa outra viagem me trouxe o primeiro single da banda recém-formada de David Grohl, um então desconhecido Foo Fighters).

Mas minha coleção não se limitava a discos. Comecei, de repente, a colecionar reportagens e recortes, dos mais variados. Tinha desde a manchete do finado “Notícias Populares” alardando o suicídio de Kurt Cobain até a segunda revista “Rolling Stones”, cuja capa era um contraponto da primeira, com o trio vestido de terno e gravata. Tudo o que eu achava ia guardando, até que completei duas pastas-fichário grandes.

E foi então que eu parei. Parei porque não tinha mais Nirvana. Porque não tinha mais por que continuar colecionando o que não sairia mais. Porque aquela rebeldia grunge, que pautou toda a minha adolescência, uma hora se transformou de outra coisa – nem sei dizer exatamente em quê – e, quando eu vi, não usava mais cabelo raspado nem roupas rasgadas. E as pastas foram pro armário e os discos, que não saiam do rádio, foram pra prateleira.

Mas percebo que, por mais que eu tenha “parado” com Nirvana na minha vida, ele foi realmente importante pra mim. Porque eu era uma garota tímida, da periferia, que não sabia se expressar, que passava pela fase mais conturbada da vida de todo mundo – a adolescência – sem me encaixar em grupo nenhum, sem ser a melhor nem a mais bonita ou a mais inteligente. E acredito que, pra toda a geração anos 90, era isso que o Nirvana representava: até o que não se encaixa tem o seu lugar.

Gostos à parte, Nirvana foi um marco. O Grunge foi um marco. E quem não entende isso não entede os anos 90.

Faz parte do jogo

Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, eu estava na Europa. Pra todo lado o que se via era a euforia dos fãs do futebol e, especialmente, a esperança na seleção brasileira. Camisetas do Ronaldinho Gaúcho eram as mais comuns vestindo gringos de todas as partes do mundo.

Nos primeiros jogos eu estava em Praga e, pra comemorar sua primeira participação em uma Copa, o Governo instalou um telão bem na praça principal da cidade velha, onde todos os torcedores se reuniam para ver os jogos, sentados no chão. E o que mais me chamou atenção foi o clima de paz entre as torcidas. Respeitoso mesmo. Porque, no final do jogo, rivalidades à parte, todo mundo é torcedor, certo?

Foi por isso que nunca mais esqueci o comercial da Carlsberg, cerveja dinamarquesa vendida em toda a Europa, que foi veiculado na época. O tema – “Carlsberg: part of the game” – tem tudo a ver com esse clima de “no final somos todos iguais” e, pra quem gosta de diversidades culturais, é um barato pra comparar.

(E só dá pra ter certeza que os caras não tão enrolando a língua e falando qualquer bobagem porque tem um brasileiro ali, falando português, senão eu ia jurar que era mentira!)

Rap 10

Quando eu fui morar sozinha eu descobri a pizza de frigideira (uma massa de pizza bem fininha que você coloca numa frigideira com molho e coberturas, tampa – pra derreter o queijo – e em 5 minutos ela está pronta e crocante). Comi muito disso, mas um dia enjoou – acho que por ser sempre pizza.

Aí, um dia, minha mãe comentou comigo de um pão de frigideira, mas foi um amigo quem me apresentou de verdade a novidade, me dando um pacote.

Rap10

O Rap 10 é um pão fininho (mistura de pão árabe com indiano), que pode ser comido “cru” ou frito, com o recheio que você preferir. Lembra muito a pizza de frigideira – até porque depois de quente fica bem crocante e saboroso – mas a vantagem é que é pão, então não depende de molho e queijo (o que é ótimo pra quem tem restrições alimentares, como eu).

O fabricante (Pullman) disponibiliza o Rap 10 na versão normal e na light – com 50% menos gordura – e um site com dicas e receitas bem fáceis e interessantes.

Custa aproximadamente R$ 4,35 o pacote e pode ser encontrado em qualquer supermercado e em algumas padarias.

Prove, invente uma receita e depois me conta, tá?

Extreme Makeover

Tou querendo ficar ruiva. Ruiva, ruiva mesmo. Tipo cabelo cor de cobre, entre o loiro e o vermelho. Eu sei que não vai ficar estranho porque meus primos são ruivos e eu sou branca com sardinhas – típico de quem nasce com as madeixas cor-de-fogo.

Aí, pra testar, fui num desses sites (existem milhões deles hoje em dia) onde você pode testar como ficam cortes e cores na sua carinha linda. Claro que são cabelos produzidos (neste caso, de "estrelas de Hollywood"), então não é o look que vai ser no dia-a-dia, mas dá pra ter uma boa idéia. Eu gostei. E se duvidar, ainda essa semana, posto uma foto de verdade, sem montagem. Será?

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01/abr (não é mentira)

Tou desistindo da transformação – é que sai muito caro fazer esse tipo de coisa e, pior ainda, manter. Num outro momento, quando eu estiver mais “abastada”, ou arrumar uma amiga cabeleireira, eu faço. Sem dó.

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Quem?

Elisa Colepicolo, ou Lili, é blogueira desde 2003, faz de tudo um pouco mas dificilmente o que não gosta. Chegada em arte, cultura inútil e viagens. Casada, entusiasta e feliz.

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